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Atualmente, o Grupo de Arraiolos reúne os chefes de Estado de países com sistemas políticos de natureza parlamentar ou semipresidencial, integrando presidentes da Áustria, Bulgária, Croácia, Estónia, Eslováquia, Finlândia, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Malta, Polónia, Portugal e Eslovénia. Em comum, estes países partilham a existência de presidentes com funções sobretudo institucionais e representativas, sem competências executivas diretas na governação.

A primeira cimeira do Grupo, realizada em outubro de 2003, teve como objetivo discutir as consequências do alargamento da União Europeia e os primeiros esboços de uma futura Constituição Europeia. Jorge Sampaio convidou, para esse encontro, os presidentes da Finlândia e da Alemanha, bem como representantes de países então candidatos à adesão, como a Hungria, a Letónia e a Polónia.

Após a cimeira de 2005, realizada em Helsínquia, os sete presidentes participantes redigiram um artigo conjunto, intitulado Unidos pela Europa, no qual partilhavam a sua visão sobre o futuro da União Europeia e os valores que a devem orientar. O texto foi publicado, a 15 de julho de 2005, em jornais dos respetivos países, em Portugal, no jornal Público.

Desde 2003, a reunião passou a realizar-se anualmente, em diferentes países europeus, com uma única exceção em 2020, devido à pandemia de covid-19, precisamente no ano em que estava programado o regresso do fórum a Portugal.

Em 2021, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou a intenção de celebrar, em território nacional, os 20 anos do grupo, objetivo que se concretizou em 2023. Este fórum informal contou com oito cimeiras presididas por Marcelo Rebelo de Sousa, realizadas na Bulgária (2016), Malta (2017), Letónia (2018), Grécia (2019), Itália (2021), Malta (2022) e Porto (2023).

Vinte anos do Grupo de Arraiolos em 2023 em Portugal para "tributo especial" a Sampaio
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A última reunião, em outubro de 2025, em Tallin, na Estónia, reforçou a unanimidade entre os presidentes sobre temas como a guerra na Ucrânia, os conflitos no Médio Oriente e os desafios da Inteligência Artificial.

Mais recentemente, o Grupo de Arraiolos voltou à atualidade durante a campanha para as Presidenciais de 2026. O candidato Jorge Pinto sugeriu que poderia recorrer a este fórum para “travar” a influência de figuras como Elon Musk. Em entrevista à Rádio Renascença, o candidato apoiado pelo Livre abordou a “concorrência do mundo digital” e defendeu a necessidade de uma “regulamentação muito clara destes algoritmos”, reconhecendo, no entanto, que o Presidente da República não tem poderes legislativos e que a regulação não pode ser feita apenas a nível nacional. Ainda assim, considerou que o Grupo de Arraiolos pode ser um espaço privilegiado para “discutir estas questões tecnológicas” ao mais alto nível europeu.

Também António José Seguro destacou o papel estratégico do fórum na revitalização do projeto europeu.
 “Espero, como Presidente da República, poder através do Grupo de Arraiolos e em conjunto com outros chefes de Estado sem funções executivas na União Europeia, dar um contributo para que a Europa ganhe novo impulso e tenha lideranças políticas capazes de compreender os tempos atuais”, afirmou o candidato apoiado pelo Partido Socialista, no debate com João Cotrim de Figueiredo.

A próxima reunião, já agendada para 2026 na Hungria, contará com a participação do Presidente escolhido nas eleições presidenciais marcadas para o próximo domingo, dia 18 de janeiro.

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