Num ofício enviado à Câmara de Castelo de Vide, no dia 25 de setembro, a que a agência Lusa teve esta sexta-feira acesso, o Ministério da Cultura, que tutela aquele monumento, explicou ao município, entidade que alertou para o problema, que o Património Cultural — Instituto Público (IP) já efetuou uma vistoria ao local.

De acordo com o documento, a intervenção é considerada urgente e já foi solicitada à empresa Monumenta — Reabilitação do Edificado e Conservação do Património Lda.

“Na sequência da visita e do relatório de vistoria, elaborado por técnicos [do Património Cultural], foi de imediato solicitada a uma empresa com experiência e conhecimento neste tipo de intervenções (…) uma proposta considerada de urgência imperiosa, por ter resultado de acontecimentos imprevisíveis, decorrentes do agravamento das condições atmosféricas“, lê-se no ofício.

O Ministério da Cultura informou ainda o município que, depois de analisada a proposta e cumpridos todos os requisitos técnicos, foi formalizado o procedimento “por ajuste direto”.

Contactado esta sexta-feira pela Lusa, o presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Pita, explicou que o acesso à Casa da Cidadania Salgueiro Maia não está interdito devido a uma intervenção no local por parte do município.

Em informações também disponibilizadas à Lusa, mas por correio eletrónico, o autarca explicou ainda que, para reduzir “os riscos de desabamento” da abóbada da entrada na praça de armas do castelo, o município “procedeu ao escoramento provisório” dessa zona, aguardando com “muita urgência” a intervenção definitiva.

De acordo com o Ministério da Cultura, “prevê-se para muito breve a assinatura do contrato de adjudicação da empreitada”, designada como “Intervenção urgente para contenção e estabilização de abóbadas e de paramentos amuralhados do Castelo de Castelo de Vide”, lê-se ainda no documento.

O valor da obra ultrapassa os 425 mil euros, assumidos pelo Património Cultural IP, através do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural.