Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Numa mensagem ao país, no final desta quinta-feira, Luís Montenegro falou sobre o que tem sido feito para ajudar os portugueses afetados pelas mais recentes tempestades, destacando o trabalho feito na área da reposição da energia e também nos apoios financeiros a quem precisa.
"Temos disponível uma plataforma para o acesso aos apoios aprovados no domingo, toda a informação relevante está disponível no site. Precisamos de simplicidade digital, precisamos de proximidade e também de apoio físico. Sabemos que há muitos portugueses com dificuldades nesta altura para acederem a estas plataformas e por isso têm de ter a adequada ajuda. Por isso, a partir de amanhã, 275 espaços do cidadão e 12 carrinhas móveis estarão nos concelhos afetados conjuntamente com as autoridades locais a ajudar, de forma a que possam usufruir das ajudas mais imediatas. Foi aplicado um pacote de 2,5 milhões de euros, alguns dos quais já acessíveis", disse Luís Montenegro, salientando outras medidas excecionais.
"Vamos dispensar burocracia, papéis, isentar taxas, prolongando a validade de documentos e suspender prazos judiciais nas zonas afetadas", revelou.
Luís Montenegro disse ainda que o Estado central deixará de exigir fiscalização prévia nas obras, assegurando também que a ASAE tem instruções para ir para o terreno e fiscalizar qualquer tentativa de “especulação ou açambarcamento” de materiais de construção, salvaguardando que com o apoio do IEFP, o governo vai redobrar esforços parar recrutar trabalhadores para a construção nas zonas mais afetadas, sejam eles portugueses, ou imigrantes.
Quanto à questão da eletricidade, disse que "em apenas alguns dias recuperaram-se várias linhas, passando de mais de um milhão de clientes com problemas para 70 mil". "Foram recuperadas mais de cinco mil quilómetros de linhas afetadas", reconheceu.
A responder às perguntas dos jornalistas, Montenegro explicou que sobre a questão de mão de obra, tem recebido testemunhos de grandes empresas da construção civil que, mais do que falta de recursos humanos, têm sinalizado a necessidade de haver maior agilidade para que possam intervir nas zonas mais afetadas.
Assim, o PM volta a afirmar que foram dadas instruções para que o IEFP agilizem procedimentos para a vinda de trabalhadores estrangeiros e que no limite, a Administração Central, através do Governo, está disponível para “suspender algumas obras” para que os trabalhadores possam ir para outras obras.
Sobre as criticas mais recentes sobre o que falhou e o que ficou por fazer, Montenegro voltou a garantir que “o Governo e os seus membros estão focados [a responder aos problemas]”. No futuro, garantiu o primeiro-ministro, haverá tempo para fazer essa análise crítica: “seremos exigentes. O país tem de saber conviver com esse exercício de forma madura.”
___
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários