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Um funcionário responsável pela prataria no Palácio do Eliseu, residência oficial do presidente francês, foi detido na passada semana, acusado de furtar peças de prata e porcelana, numa série de alegados crimes que se estende a dois cúmplices, avança o The Guardian. Os objetos, que incluem peças históricas de alto valor, terão sido colocados à venda em plataformas de leilões online como o Vinted.

A detecção do desaparecimento foi feita pelo chefe da equipa de serviço do palácio, que alertou as autoridades sobre a ausência de peças consideradas património nacional. Entre os itens furtados, destacam-se várias provenientes da Fábrica de Sèvres, famosa oficina de porcelana detida pelo Estado francês desde 1759. O valor total estimado dos objetos ronda os 40 mil euros.

O papel de mordomo de prata envolve guardar e cuidar de louças e outros utensílios utilizados pelo presidente, chefes de Estado visitantes e outras personalidades. Segundo o Ministério Público, os registos de inventário feitos pelo empregado davam a entender que ele planeava furtos futuros.

Entre os objetos recuperados, encontram-se porcelanas de Sèvres, uma estatueta de René Lalique, copos de champanhe Baccarat e tachos de cobre. Cerca de cem peças foram encontradas na residência, no veículo e no cacifo pessoal do suspeito.

O funcionário e os dois cúmplices compareceram em tribunal no dia 18 de dezembro e o julgamento está marcado para 26 de fevereiro. O trio foi sujeito a medidas de coação, incluindo a proibição de contactar entre si, de frequentar locais de leilões e de exercer atividades profissionais relacionadas com o caso.

A devolução das peças ao Eliseu representa um desfecho positivo, contrastando com o caso do Louvre, onde ainda se encontram em falta joias da coroa avaliadas em 88 milhões de euros, após um assalto à luz do dia em outubro.

Nos últimos meses, outras instituições francesas também foram alvo de furtos, incluindo o Museu Nacional de História Natural, em Paris, e um museu de porcelana em Limoges, que perderam ouro e porcelana avaliados em milhões de euros. Em Langres, cerca de 2.000 moedas de ouro e prata foram roubadas de um museu dedicado ao filósofo Denis Diderot, num assalto ocorrido em outubro.

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