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O diploma do Ministério da Saúde, que a Fnam diz que recebeu às 23.30 horas de segunda-feira, "confirma a tentativa de mobilização coerciva de médicos para as urgências regionais", adiantou a estrutura sindical em comunicado.
Em declarações à Lusa, a presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá, adiantou que recebeu apenas alguns artigos dos decreto-lei - os que têm de ser objeto de negociação coletiva - e criticou a "má-fé negocial" do Governo por estar a "avançar com um ato consumado" que consiste na "imposição" aos médicos de se deslocarem do seu hospital para outro para assegurarem as urgências regionais.
"O que está em causa não é apenas uma questão legal, mas uma decisão política que ameaça o SNS. Esta medida coerciva não serve os médicos, que serão levados a rescindir contratos em maior número", alegou a federação, para quem as urgências regionais também não servem a população que "ficará definitivamente afastada de serviços de proximidade em várias regiões".
Este é um decreto-lei que estabelece, pela primeira vez, o funcionamento centralizado das urgências externas de âmbito regional, que está a ser negociado com os sindicatos, por envolver matérias remuneratórias, incentivos e suplementos a pagar aos profissionais de saúde. A intenção do Governo já foi manifestada aos sindicatos num encontro presencial que decorreu na última semana, estando prevista uma segunda reunião na sexta-feira, mas online.
Na prática, as urgências regionais, que não existem atualmente no Serviço Nacional de Saúde (SNS), passam pela concentração, numa determinada região, da prestação de cuidados de urgência externa apenas num hospital.
No final de setembro, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, negou a existência de um despacho para forçar a mobilidade dos profissionais de saúde e anunciou que o Governo estava a preparar um diploma que teria de ser negociado com as estruturas sindicais.
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