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Em resposta ao partido de direita radical, Luís Montenegro respondeu que o SNS “não vive uma situação de caos”.

O primeiro‑ministro explicou que o sistema enfrenta “situações de dificuldade e constrangimento”, mas que “funciona hoje melhor do que funcionava há um ano, e há um ano já funcionava melhor do que há dois”. Montenegro citou diversos indicadores relativos ao atendimento em unidades de saúde e hospitais, defendendo que o Governo “está a mobilizar todos os meios humanos para chegar mais depressa a mais portugueses”.

O líder do Governo acrescentou ainda que existe uma “grande desproporção entre as ondas noticiosas que se criam” sobre determinados casos e a realidade do SNS, sugerindo que a perceção pública do sistema nem sempre reflete os progressos registados nos últimos anos.

José Luís Carneiro interveio, questionando se o primeiro-ministro não estaria a cometer um erro semelhante ao dos carros do INEM, ao falar do contrato de investimento assinado ontem. Montenegro respondeu que “a origem das ideias remonta muitas vezes a tempos imemoriais”, mas confirmou a assinatura de um projeto de investimento de 2.060 milhões de euros em Sines. “Foi ontem, não foi nem há um mês, nem há um ano, nem em 2022”, disse.

O líder do PS abordou ainda os dados de mortalidade na Europa, citando uma agência que acompanha os óbitos no continente. Segundo o deputado, houve um aumento de 20% do número de mortos em relação ao esperado, sendo Portugal o único país da UE a registar esta tendência. Apesar disso, afirmou que “não vai usar o assunto contra o Governo” e que não fará “aquilo que fez aos Governos do PS quando estava na oposição”. O deputado questionou Montenegro se já tinha dado instruções aos serviços do Ministério da Saúde para apurar as causas deste aumento de mortalidade.

Luís Montenegro afirmou não ignorar o impacto da epidemia de gripe e da vaga de frio, sublinhando que estes fatores resultaram num “número significativo de óbitos”, fenómeno que, segundo o primeiro-ministro, “não é exclusivo de Portugal”. O chefe do Governo confirmou que está em curso uma avaliação para apurar as causas do aumento da mortalidade, adiantando que o fenómeno se revelou homogéneo em todo o território nacional e transversal a todas as faixas etárias acima dos 65 anos, com maior incidência entre os maiores de 75.

Montenegro sublinhou que ainda não é possível retirar conclusões definitivas, mas garantiu existir uma convergência técnica quanto à necessidade de analisar os dados com rigor e respeito absoluto pelas causas de morte. Considerou, por isso, “um abuso” estabelecer, nesta fase, uma ligação direta entre os óbitos registados e uma eventual falta de assistência no Serviço Nacional de Saúde.

Na sequência do debate, José Luís Carneiro questionou o primeiro-ministro sobre o anúncio de novas ambulâncias para o INEM, perguntando quais as razões para o atraso na aquisição desses meios e criticando o facto de Montenegro ter apresentado a medida como uma decisão do atual Governo. “Com que legitimidade anuncia estas aquisições?”, questionou.

Em resposta, Luís Montenegro afirmou esperar do líder socialista um registo de maior “seriedade”. O primeiro-ministro esclareceu que existia uma resolução do Governo de 2023 cuja execução era nula, e que o INEM apresentou posteriormente um pedido distinto, que chegou mesmo a ser atualizado uma segunda vez. Segundo Montenegro, a concretização desse processo ocorreu já em 2025, sob responsabilidade do atual executivo.

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