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"A situação está muito complicada e este vento veio complicar ainda mais", frisou José Veríssimo à Lusa.
O autarca manifestou "grande preocupação pela subida das águas" na sede de concelho, potenciado pelo forte vento e chuva que se faz sentir durante a tarde e que já criou outros problemas no município, como telhados levantados e quedas de árvores.
O centro da vila de Montemor-o-Velho corre o risco de ficar isolado nas próximas horas, com várias ruas de acesso já cortadas ao trânsito devido à subida das águas.
A água acumulada na vila de Montemor-o-Velho já submergiu a rua Fernão Mendes Pinto, onde se situa o mercado municipal e o edifício da Segurança Social, e que é a via de ligação, ao longo de um quilómetro, pelo centro da vila, entre o parque logístico camarário (junto à ponte de Alagoa) e o Museu Municipal (Convento dos Anjos).
Esta via é paralela, na zona antiga, às ruas Tenente Valadim e José Galvão, entre as quais se situa a Praça da República e o edifício dos Paços do Concelho.
Está ainda cortado o acesso a partir da povoação de Quinhendros - pela antiga estrada nacional murada, por onde, na década de 1970, se fazia a ligação à Figueira da Foz -- e mesmo a antiga estrada nacional (EN) 111, paralela a esta, na zona do Paul do Taipal, corre o risco de ficar alagada nas próximas horas.
O acesso alternativo à autoestrada 14 (A14), cortada desde terça-feira, e à Figueira da Foz, pelas povoações de Quinhendros, cruzamento de Gatões e cruzamento de Santana (EN 347), Santo Amaro da Boiça e Maiorca também está vedado desde a tarde de sábado, devido a alagamento na EN 347, indicou José Veríssimo.
A alternativa entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho passa, para já, pelo norte daqueles dois concelhos, seguindo por Ferreira-a-Nova, Liceia e Arazede e regresso a Montemor-o-Velho pela Carapinheira e EN 111, entre outras alternativas locais.
Entretanto, a ligação por meios pesados de Exército entre Montemor-o-Velho e a Ereira foi cancelada na tarde de sábado, dado os camiões já não conseguirem circular naquele trajeto (que terá água acima de 1,20 metros, a altura limite), sendo o transporte de pessoas feito, apenas, por botes dos Fuzileiros da Marinha, anunciou o município.
Esse transporte de e para a Ereira "passa a ser assegurado apenas com recurso a botes dos Fuzileiros, e apenas em situações de necessidade" a partir das 21h00 desta sábado, até às 0h00 de domingo e retoma às 7h00.
O transporte com recurso a dois botes dos fuzileiros, com capacidade para 6 pessoas por bote, será efetuado em quatro períodos: entre as 7h00 e as 10h00, entre as 12h00 e as 14h00, das 16h00 às 19h00 e das 21h00 às 0h00 de segunda-feira.
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