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António José Seguro foi o primeiro a falar. Quando questionado sobre argumentos para mobilizar indecisos, Seguro afirmou que tem “recolhido bastantes apoios de todos os quadrantes políticos e de pessoas que nunca se envolveram na política”.

Para Seguro, esta eleição vai “definir que caminho queremos para o país", sendo que Seguro afirma que não faz "discriminação”, que “vem para unir” e que “dialoga”. Recusa estar a esconder o seu lado socialista, reafirma esse valore e atira o que sempre diz sobre este assunto: “Os portugueses sabem de onde venho”. Recusa ainda que esta seja uma volta entre a direita e o espaço socialista e que o seu papel “será de união” dos portugueses.

André Ventura foi o segundo a falar, começando por atacar o seu oponente, explicando que “vários adversários não estão a apoiar António José Seguro pelo próprio António José Seguro”, estão a votar “contra” si. “É uma coisa que o povo não socialista terá de avaliar”, realça.

Apoiando-se nos seus papéis, Ventura dá o exemplo de Cavaco Silva, que disse que Seguro era “líder partidário simpático” que se revela “inseguro e medroso”, e agora “diz que vai votar nele”. “Isto não é sobre António José Seguro, é sobre cancelarem-me a mim”, conclui. E pede que se veja ao ponto a que se chegou para Portas apoiar Seguro: “O que pensaria o antigo Paulo Portas do novo Paulo Portas?”

“É a captura do sistema e de interesses do sistema”, sublinha, frisando que “fica claro que há uns meses e anos [esses pessoas] diziam que era o pior líder que um partido podia ter”. “Juntámos um sistema de interesses que quer bloquear qualquer mudança.”

E sugere que se “levanta dúvidas sobre se não ficará capturado por esse sistema”.

A resposta de Seguro veio em seguida, afirmando que em matérias de novos apoios às sua candidatura, e diz-se “muito satisfeito com pessoas de vários campos políticos” que apoiem a sua candidatura

“Percebo que seja um embaraço, porque o senhor deputado quis que toda a direita se juntasse a si”, provoca duplamente: refere o adversário pelo cargo de deputado e pela falta de concentração do voto à direita. Diz que os apoiantes que vieram apoiá-lo “quiseram alguém que proteja o chão comum”.

Garante ainda: “Não sou capturável”. repete que vive “Livre e sem amarras” e que “as ideologias ficam à porta” de Belém”. Quer ser presidente “de todos os portugueses”, incluindo dos que votam no Chega, sublinha.

Em relação a só ter aceitado um debate, Seguro diz que este é o 31.º debate e que já debateu quatro vezes com Ventura. Diz que só precisa de um debate e provoca novamente dizendo que Ventura precisa de mais pela variedade de posições que tem.

Sobre a reforma laboral, Seguro mantém o que tem dito sobre o veto político. Se for Presidente, caso a proposta do Governo se mantenha como está, vai vetá-la, explicando que tem “expectativa que haja evolução e diálogo” e que tem conhecimento “de reuniões nesse sentido”.

“Como Presidente gostaria que o debate que ocorresse na concertação social tivesse a ver com o futuro da economia”, diz queixando-se de falta de propostas para salários melhores ou para a disparidade salarial entre homens e mulheres.  Se houver um acordo só com a UGT, Seguro assume que promulgaria a reforma laboral.

Para Ventura, “podia ser dito por qualquer pessoa que não quer que mercado seja selvagem”, afirmando  que, tal como está, não melhora qualificações, não melhora ideia de melhores “salários em vez de subsídios” e a questão de diferenças salariais entre homens e mulheres tem de ser resolvida. E ataca Seguro: “Nos governos em que participou foi quando se agravou mais diferença salarial entre homens e mulheres.”

“Precisamos de economia forte, legislação laboral moderna, mas não pode significa bar aberto de despedimentos e precariedade”, diz, apontando que é preciso “uma lei laboral que não seja sovietizada. Esta revisão laboral podia ser feita de maneira completamente diferente”, diz, crente de que a “concertação podia ter ido mais longe” e trabalho de governo com partidos também. “Se se mantiver tal como está não passará”, garante.

Sobre os poderes presidenciais. António José Seguro defende que não é necessário alterar nada: “Serei Presidente que cumprirá atual Constituição e não há necessidade de alterar sistema de Governo e dar mais poderes ao Presidente”. Embora admite que o “Presidente “tem de ser mais exigente”.

Diz que a instabilidade política é recente e só acontece desde 2019 e que será “um factor de estabilidade política, mas não para manter tudo na mesma”.

Já do lado oposto, Ventura assegura que a revisão da Constituição não é para mudar poderes presidenciais, exemplificando a questão “de escândalo” das subvenções vitalícias” e diz que “olhar para os valores” e ver “quanto se paga a idosos exige mudança da Constituição”.

“Não conseguimos mudar isto sem mudar a Constituição”, insiste Ventura.

“Já apresentei [com o Chega] propostas chumbadas pelo seu partido, querem uma proposta que não resolva nada”, realça o candidato a Belém apoiado pelo Chega.

“Acha bem que Armando Vara esteja a receber duas pensões vitalícias do Estado? Acha bem que José Sócrates esteja a receber? Se quisermos acabar com as subvenções vitalícias temos de mudar a Constituição para permitir a retroatividade, como sabe que para mudar nomeações para os altos cargos do Estado devemos despartidarizar. Não nos faça de parvos, dizer que quer fazer essas coisas e que não quer mudar a Constituição”, sublinha o candidato.

Agora sobre a subvenção vitalícia, Seguro diz que não é preciso alterar Constituição e revela que decidiu não a receber depois de ter saído do Parlamento. “Enquanto tiver cérebro e mãos para trabalhar eu continuarei a fazê-lo”.

Diz que foi “à sua vida” e voltou porque sentiu “apelo e convicção para servir o país”.

Agora sobre a subvenção vitalícia, Seguro diz que não é preciso alterar Constituição e revela que decidiu não a receber depois de ter saído do Parlamento. “Enquanto tiver cérebro e mãos para trabalhar eu continuarei a fazê-lo”.

Diz que foi “à sua vida” e voltou porque sentiu “apelo e convicção para servir o país”.

Antes do tema da saúde, Seguro atirou a André Ventura que “não representa ninguém” e que percebe que Ventura faça desta campanha “umas primárias à direita”, acusando-o de “estar na eleição errada”.

Após o ataque, Seguro iniciou o tema da saúde, afirmando que vai “exigir solução de compromisso que seja duradoura”. E que o objetivo é “saúde a tempo e horas para os portugueses” e que pode ou não ser necessário intervir no atual modelo, mas não se compromete.

Quer recurso mais alocados e no caso dos tarefeiros e na necessidade de “pagar melhor aos médicos”, defendendo um “sistema único nacional” em que não seja necessário o utente voltar ao médico entre duas consultas, para uma prescrição.

Para Ventua, é claro que “Seguro não tem plano nenhum para nada. A carreira dos médicos e enfermeiros está definida na lei e não é a transmissão de receitas, que já acontece… mostra bem como Seguro está a pensar nestas coisas pela primeira vez”, acusa.

E prossegue, dizendo que diz “generalidades que podem soar bem”, mas não têm respaldo. E cola Seguro ao PS para dizer que sempre que se fala do “legado do PS diz que não tem nada a ver com isso”, mas realça que “não se ouviu uma crítica do estado desastroso”.

“Quando era líder do PS disse que tínhamos de acabar com gorduras do estado”, realça, questionando se não se devia “acabar com direção executiva do SNS”. Seguro diz que nunca o sugeriu.

Quanto à imigração, Seguro defende que é preciso “controlar e regular a entrada de imigrantes. Temos de organizar. Mas temos de o fazer também ao nível do acolhimento e da integração”.

Para o candidato apoiado pelo PS, temos de questionar se o país não precisa de alterar o perfil de desenvolvimento económico para que possa “produzir mais riqueza sem necessitar de tanta mão de obra”.

“Devemos pugnar por uma economia de futuro”, diz defendendo que no atual modelo o país “precisa de imigração”. “Sem eles o país parava”, argumenta. Ao mesmo tempo defende também o rejuvenescimento da base demográfica e políticas de natalidade.

Para Ventura, quando questionado sobre setores que não podem viver sobre mão de obra estrangeira, diz que estão de “acordo sobre integração”, mas não vê condições para “fazer isso":

“A reação mostra como não está preparado para o cargo, não sabia o que devia acontecer”, reitera, realçando que Seguro “pode vetar”.

Ventura diz que Portugal precisa de mão de obra estrangeira porque paga “miseravelmente” aos seus, reiterando que as pessoas de países com culturas diferentes vêm “criar coesão”.

“Nos últimos anos extinguiu-se o SEF, o partido deste candidato. O debate está enviesado, a economia precisa porque paga mal e criou cultura de subsídios, mas a exigência de mão de obra não pode significar substituição civilizacional.”

Ventura diz que Portugal tem “problema de acesso a creches e habitação que enchente de pessoas a entrar de forma descontrolada ia agravar”. Nota que “pela lógica do Chega” entrariam se “não tivessem cadastro”.

“Não podemos dizer que precisamos de mão de obra e que entre toda a gente, se não mães portuguesas não vão conseguir pôr filhos nas creches”, alerta.

“Não quero fechar Portugal, quero que quem vem tem de cumprir regras, saber-se quem é e se estivermos em situação de rutura de serviços públicos quem recebe apoio só pode receber ao fim de cinco anos a descontar e garantir que as pessoas não vêm para se beneficiar", afirma.

Na última intervenção, António José Seguro que diz ambiciona ser “presidente de todos os portugueses, diz que tem para oferecer “experiência e ambição de fazer Portugal um país moderno e justo”. Numa referência indirecta a Ventura diz que “valoriza todos os seres humanos e a dignidade humana”.

André Ventura, na sua última intervenção, dirige-se a quem “deixou de ter o país” que “passou a pertencer a elites”. “Estas eleições não são sobre se queremos manter tudo na mesma com um candidato que não fará absolutamente nada e se manterá absolutamente refém de todos os interesses do sistema ou se vamos conseguir dar o abanão que a nossa democracia merece.”

Fala para os “jovens que têm de ir embora” e para os “empresários que têm de sufocar em impostos” e diz que acredita num “país melhor”. “Quero ser a voz de quem não tem voz.”

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