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A autarquia do distrito de Coimbra afirmou, através de um comunicado, que dada a dimensão dos prejuízos no concelho decidiu criar o endereço eletrónico calamidades@cm-gois.pt.
Para comunicar os danos, os munícipes devem enviar um email com o seu nome completo, contacto telefónico, localização da ocorrência e fotografias dos prejuízos acompanhadas por uma breve descrição dos mesmos.
O levantamento por email tem “caráter meramente informativo ou de inventariação, não dispensando a apresentação de candidaturas a eventuais medidas de apoio que venham a ser disponibilizadas, nem a comunicação obrigatória às seguradoras por parte dos munícipes”, adianta o comunicado.
Simultaneamente a autarquia criou duas equipas técnicas para fazer levantamentos de danos no terreno e instalou dois postos de atendimento na Junta de Freguesia de Alvares e na Comissão de Melhoramentos das Cortes.
Os postos estão abertos nos dias 5, 6, 7 e 9 de fevereiro, no horário das 10h00 às 12h30 e das 13h30 às 16h00.
A autarquia do distrito de Coimbra afirmou ainda que tem duas equipas a realizar um levantamento dos prejuízos decorrentes da tempestade Kristin desde 28 de janeiro.
Numa fase inicial, o município diz que foram mobilizadas “duas equipas multidisciplinares, constituídas por técnicos das áreas da Proteção Civil, Urbanismo e Ação Social, com o objetivo de registar as ocorrências prioritárias”, que estiveram no concelho até ao dia 30 de janeiro.
Com o objetivo de fazer intervenções em coberturas danificadas, a Câmara Municipal de Góis enviou, no passado fim de semana, dois técnicos do município para fazerem o “levantamento do tipo de telha e da área de cobertura afetada”.
No mesmo comunicado, a autarquia indicou que está “a aguardar esclarecimentos das entidades” sobre os procedimentos a adotar no âmbito das candidaturas aos apoios anunciados pelo Governo, de forma a “prestar informação adicional logo que estejam definidos os respetivos enquadramentos”.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
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