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“A Apritel considera que as declarações do senhor Presidente da República são injustas e desajustadas, não reconhecendo a dimensão do esforço extraordinário que está a ser desenvolvido no terreno, nem a complexidade e o risco associado a estas operações”, defendeu, em comunicado.

A associação, que se segue à Nos e Meo na reação às declarações de Marcelo, garantiu que os operadores vão manter um nível máximo de empenho e mobilização até à reposição integral dos serviços.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje, em Ourém, que as operadoras “portaram-se mal” na resposta à falta de telecomunicações, na sequência da depressão kristin.

Marcelo Rebelo de Sousa criticou a existência de postes de eletricidade “do tempo da Maria Cachucha”, inclusive com mais de 50 anos, e defendeu que o país não pode ter redes elétricas assim, ressalvando, no entanto, que houve aspetos que foram melhorados desde os incêndios de 2017, ano em que as telecomunicações “foram desastrosas”.

No comunicado hoje divulgado, a Apritel sublinhou que a depressão Kristin teve um impacto sem precedentes nas infraestruturas de comunicações e que, para responder a esta situação, foram mobilizados mais de 3.000 profissionais.

Contudo, referiu que o trabalho tem sido condicionado por dificuldades de acesso a áreas com maior destruição, corte e condicionamento de vias rodoviárias, persistência de condições meteorológicas adversas, condições de segurança exigentes, reincidência de estragos e persistência de falhas de fornecimento elétrico.

A associação assegurou também que, desde a primeira hora, foram ativadas todas as medidas de contingência, incluindo conectividade por satélite, instalação de geradores, camiões itinerantes, “bolhas” de conectividade e autonomia energética e estações móveis.

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