O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, não surge até ao momento nos chamados Ficheiros Epstein. Ainda assim, a decisão de nomear um político com ligações conhecidas a Jeffrey Epstein para o cargo de embaixador do Reino Unido em Washington desencadeou uma onda de críticas e colocou o líder britânico sob intensa pressão política.

À medida que termina a semana mais turbulenta do seu mandato, Keir Starmer enfrenta pedidos de demissão não só da oposição, mas também de alguns aliados dentro do próprio partido. Segundo o The Guardian no centro da polémica está uma pergunta-chave: o que sabia o primeiro-ministro e quando teve conhecimento dos factos?

A controvérsia remonta à nomeação, no ano passado, de Peter Mandelson como principal representante diplomático britânico nos Estados Unidos. Peter Mandelson, figura de destaque do Partido Trabalhista, viu o seu nome associado a Jeffrey Epstein em documentos tornados públicos pelo Congresso norte-americano, que revelam que manteve contactos com o financeiros depois da condenação, em 2008, por crimes sexuais envolvendo menores.

A situação agravou-se na semana passada, com a divulgação de um conjunto de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os ficheiros levantam novas suspeitas sobre a relação entre Peter Mandelson e Epstein, incluindo a possibilidade de terem sido partilhadas informações sensíveis de Estado com o financeiro norte-americano.

Keir Starmer poderá ter considerado o assunto encerrado quando decidiu exonerar Peter Mandelson do cargo de embaixador, em setembro de 2025. A demissão ocorreu na sequência da divulgação, pela Câmara dos Representantes dos EUA, de documentos que detalhavam a proximidade mantida entre Peter Mandelson e Epstein durante vários anos após a sua libertação da prisão.

No entanto, as novas revelações vieram reacender o debate público e político, colocando em causa o nome de Keir Starmer e a forma como foi conduzido o processo de nomeação. Apesar de não haver, até ao momento, qualquer prova de envolvimento direto do primeiro-ministro, a polémica ameaça fragilizar a sua liderança num momento crucial do seu mandato.

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