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A obra, intitulada "Wet Ink", é assinada por Abigail Avis, autora londrina de 33 anos, e só tem publicação prevista para a primavera de 2027. Ainda assim, segundo fontes da indústria citadas pelo The Guardian, já foi alvo de um leilão agressivo entre seis grandes produtoras.
Entre os interessados, o livro passou a ser apelidado de “erótica Tupperware”, rótulo que sintetiza a premissa invulgar da narrativa e ajuda a explicar o entusiasmo em torno do projeto. Este interesse insere-se numa tendência recente: obras escritas por mulheres têm vindo a desencadear competições acesas pelos direitos televisivos, à medida que plataformas de streaming e produtoras procuram títulos com potencial de sucesso internacional.
A disputa pelos direitos de televisão surge após uma batalha semelhante no setor editorial. Os direitos de publicação acabaram por ser adquiridos pela Hodder & Stoughton, chancela pertencente à Hachette UK, por um valor de seis dígitos. A editora estará já a preparar uma campanha de marketing de dimensão global, antecipando o impacto comercial do romance.
Passado em Londres nos anos 1960, "Wet Ink" acompanha Mitzy Barlow, uma dona de casa e mãe de dois filhos presa a um casamento sem amor e a uma rotina que considera sufocante. Cansada da monotonia da sua vida, Mitzy decide organizar festas Tupperware — eventos muito populares nas décadas de 1950 e 1960 — para ganhar algum dinheiro extra, vendendo recipientes de plástico às mulheres do seu bairro.
Com o tempo, esta atividade transforma-se em algo mais. Todas as noites, Mitzy começa a escrever num diário histórias de fantasias sexuais, numa tentativa de lidar com a tristeza e a frustração da sua vida conjugal. À medida que ganha confiança, passa a criar contos próprios sob o pseudónimo de Queen B. O que começa como um exercício privado depressa evolui para um projeto clandestino: as festas Tupperware tornam-se uma fachada para distribuir as suas histórias eróticas às clientes, escondidas no interior dos recipientes herméticos.
O sucesso crescente da sua identidade alternativa coloca Mitzy perante um dilema profundo: continuar a viver a vida que conhece ou arriscar tudo por um caminho diferente, num contexto social em que poderia facilmente ser acusada de indecência.
Os direitos televisivos do romance acabaram por ser assegurados pela Kudos, produtora integrada no grupo Banijay UK, um dos maiores conglomerados de produção do mundo. A empresa esteve por trás de projetos como "The House of Guinness", da Netflix, e das séries da BBC "This Town" e S"AS Rogue Heroes".
Karen Wilson, co-diretora-geral da Kudos, manifestou entusiasmo com a aquisição, elogiando o talento de Abigail Avis e sublinhando a ambição de desenvolver a obra numa série destinada tanto ao mercado britânico como ao internacional.
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