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O decreto, que prevê a aplicação das novas tarifas a partir de 6 de agosto, fala numa "ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA". A tarifa de 50% imposta ao Brasil para combater o que Donald Trump chama “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro deixa de fora mais de 700 produtos brasileiros.

Os preços do café subiram já esta quinta-feira, embora o maior produtor do mundo, o Brasil - que representa cerca de 38% da produção total (quatro milhões de toneladas/ano) -, ainda acredite que Trump pode voltar atrás no que toca às exportações deste produto, já que os Estados Unidos são o maior consumidor mundial de café, cerca de 1,65 milhões de toneladas/ano.

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De acordo com o documento agora assinado, o governo americano estipula uma lista de exceções, e perto de 700 produtos pagarão 10% em vez de 50%. Petróleo, sumo de laranja, castanhas, aeronaves civis e peças sobressalente, fertilizantes, gás natural, carvão, ferro e celulose são alguns deles.

O "tarifaço", como já é chamado, não vai afetar diretamente o consumidor brasileiro, já que as tarifas são pagas pelas empresas dos EUA que compram produtos ao Brasil. No entanto, se as empresas importadoras e os consumidores americanos não quiserem pagar mais pelos alimentos brasileiros, uma queda nas vendas pode levar os produtores a subir os preços internamente.

Mas esta será apenas uma de várias consequências. Especialistas acreditam que a subidas das tarifas poderá custar ao Brasil três mil milhões. Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria indicam que os Estados Unidos são responsáveis por 10% a 20% das vendas de 11 estados brasileiros. No ano passado, os Estados Unidos representaram quase 50% das exportações do Ceará e 19% das exportações de São Paulo.