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O Benfica viveu um sábado conturbado no Pavilhão da Luz, onde se realizaram duas Assembleias Gerais (AG) marcadas por tensão entre sócios e candidatos à presidência. A primeira, destinada à votação do Relatório e Contas do exercício 2024/25, terminou com um resultado desfavorável para a Direção liderada por Rui Costa: 63,49% dos votos foram contra a aprovação, enquanto apenas 36,51% se manifestaram a favor. Este é o terceiro chumbo consecutivo, depois de situações semelhantes em 2024 e no orçamento de 2025.
O contexto é pré-eleitoral, com seis candidatos oficialmente na corrida às eleições do clube. A sessão começou com Rui Costa a apresentar as contas, destacando os resultados financeiros positivos – lucro consolidado de cerca de 40,7 milhões de euros – e os títulos conquistados nas várias modalidades, mas também reconhecendo que os objetivos no futebol não tinham sido totalmente alcançados.
No entanto, o ambiente rapidamente se aqueceu quando Luís Filipe Vieira, antigo presidente do clube, subiu ao púlpito. A sua intervenção provocou assobios e insultos, e acabaram mesmo por ocorrer pequenos confrontos entre apoiantes de diferentes candidatos. A Mesa teve de suspender os trabalhos para acalmar os ânimos. Rui Costa também interveio para tentar manter a ordem, mas a tensão dominou a primeira parte do dia.
Durante a manhã, vários candidatos aproveitaram para fazer declarações. João Noronha Lopes criticou a forma como as contas foram apresentadas e pediu uma “nova liderança” para o clube. João Diogo Manteigas sublinhou que os sócios devem poder falar livremente nas Assembleias. Outros candidatos, como Martim Mayer e Cristóvão Carvalho, destacaram a importância do debate democrático e apelaram ao voto consciente.
A segunda Assembleia, dedicada ao Regulamento Eleitoral, começou com atraso de várias horas. O presidente da Mesa, José Pereira da Costa, explicou que não seriam aceites alterações às propostas apresentadas pela Direção, num comunicado no site oficial do clube, e detalhou a logística do processo eleitoral, que inclui custos elevados (entre os 2,5 e os três milhões de euros) devido à impossibilidade de voto eletrónico. Durante esta sessão, os ânimos voltaram a aquecer em alguns momentos, mas não se registaram confrontos físicos.
Apesar das divergências e da confusão, a votação do Relatório e Contas evidenciou um claro descontentamento dos sócios em relação à gestão atual. A tensão da AG reflete não só a disputa entre os candidatos, mas também a frustração de parte da massa associativa com a direção liderada por Rui Costa nos últimos anos.
Em resumo, o que se passou no Pavilhão da Luz mostra um Benfica dividido, com questões financeiras e desportivas em debate, mas também com um clima pré-eleitoral carregado de emoção, confrontos verbais e episódios de desordem que marcaram a história recente do clube.
Recorde-se que até ao momento, estão confirmados seis candidatos à presidência do Benfica: Rui Costa (atual presidente), Luís Filipe Vieira, João Noronha Lopes, João Diogo Manteigas, Martim Mayer e Cristóvão Carvalho. As listas deverão ser oficializadas até 10 de outubro.
Lembra-se que Rui Costa venceu as eleições anteriores, em 2021, com 84,48% dos votos, num ato eleitoral que mobilizou mais de 40 mil votantes, o mais concorrido da história do clube.
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