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Assumindo a presidência interina, a vice-presidente Delcy Rodríguez adotou um tom conciliatório, propondo a criação de uma agenda de cooperação com Washington. Num comunicado publicado no Instagram, Rodríguez declarou: “Convidamos o governo dos EUA a colaborar connosco numa agenda orientada para o desenvolvimento partilhado, no âmbito do direito internacional, para reforçar uma coexistência comunitária duradoura.”

Anteriormente, num discurso televisivo, Rodríguez tinha classificado a operação norte-americana como “uma atrocidade que viola o direito internacional”, descrevendo o governo de Trump como “extremista” e afirmando que Maduro era o legítimo líder da Venezuela.

Rodríguez anunciou também a constituição de uma comissão destinada a procurar a libertação de Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, atualmente detidos em Nova Iorque. Maduro, de 63 anos, enfrenta acusações de narco-terrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, estando sujeito a décadas de prisão em caso de condenação. O filho do ex-presidente, Nicolás Ernesto Maduro Guerra, afirmou que os apoiantes do pai estão mais determinados do que nunca e que o ex-presidente regressará ao poder, mobilizando a população nas ruas.

A operação militar norte-americana provocou mortes entre soldados, civis e elementos da segurança pessoal de Maduro, incluindo 32 cidadãos cubanos, segundo o governo de Cuba. O ministro da Defesa venezuelano, general Vladimir Padrino, afirmou que as forças armadas do país foram ativadas para garantir a soberania nacional. Autoridades de Espanha, Brasil, Chile, Colômbia, México e Uruguai condenaram a ação conjuntamente, considerando-a “um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regional” e alertando para o risco sobre a população civil. A União Europeia, com exceção da Hungria, apelou à contenção de todos os atores e ao respeito pela vontade do povo venezuelano para restaurar a democracia.

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