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De acordo com um comunicado oficial, o conselho executivo fundador, composto por sete membros, incluirá ainda o enviado especial de Trump, o promotor imobiliário Steve Witkoff; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e o genro e conselheiro de longa data do presidente, Jared Kushner. O próprio Trump assumirá a presidência do órgão, estando previstas novas nomeações nas próximas semanas.
A Casa Branca explicou que cada membro do conselho será responsável por um portefólio específico, abrangendo áreas consideradas críticas para a estabilização de Gaza, como o reforço da capacidade de governação, as relações regionais, a reconstrução, a atração de investimento, o financiamento em larga escala e a mobilização de capital. Washington reafirmou ainda o seu compromisso em apoiar este quadro transitório, em coordenação com Israel, países árabes-chave e a comunidade internacional.
A inclusão de Tony Blair é vista como particularmente sensível. O antigo líder trabalhista continua a ser uma figura divisiva no Médio Oriente devido ao seu papel na invasão do Iraque em 2003. Após deixar o cargo, Blair foi representante especial do Quarteto para o Médio Oriente, composto pelos EUA, União Europeia, Rússia e ONU, mas acabou por se afastar em 2015, acusado de excessiva proximidade com Israel. O próprio Trump reconheceu anteriormente que a nomeação poderia não ser consensual.
Além disso, Trump designou Aryeh Lightstone e Josh Gruenbaum como conselheiros sénior para supervisionar a estratégia e as operações diárias do conselho. O cargo de Alto Representante para Gaza será ocupado por Nickolay Mladenov, político búlgaro e antigo enviado da ONU para o Médio Oriente.
A divulgação da lista surge um dia depois de Trump ter anunciado formalmente o Conselho da Paz, no âmbito da segunda fase do plano patrocinado pelos EUA para pôr fim ao conflito em Gaza. O presidente descreveu o órgão como “o maior e mais prestigiado conselho alguma vez reunido”.
Esta iniciativa segue-se à criação de um comité tecnocrático palestiniano, com 15 membros, responsável pela gestão quotidiana de Gaza no pós-guerra, liderado por Ali Sha’ath, natural de Gaza e antigo vice-ministro da Autoridade Palestiniana. Paralelamente, Trump nomeou o antigo comandante das forças especiais dos EUA, major-general Jasper Jeffers, para chefiar uma Força Internacional de Estabilização, encarregada da segurança no território.
O plano de paz apoiado pelos EUA, lançado a 10 de outubro, permitiu a libertação dos reféns ainda detidos pelo Hamas e levou a um cessar-fogo entre Israel e o grupo islamista. No entanto, a segunda fase decorre sob tensão, com relatos de escassez de ajuda humanitária e episódios de violência esporádica. Israel tem também continuado a demolir estruturas em áreas de Gaza que permanecem sob o seu controlo, enquanto o Hamas ainda não assumiu publicamente um compromisso de desarmamento total, uma das principais exigências israelitas.
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