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O presidente norte-americano, Donald Trump, reforçou a sua intenção de assumir o controlo da Gronelândia, sublinhando que os Estados Unidos “precisam da Gronelândia para fins de segurança nacional”, diz o The Guardian.

Numa publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a NATO deveria liderar o caminho para que os EUA consigam controlar o território e acrescentou que, caso não o façam, a Rússia ou a China o farão, algo que, segundo ele, “não vai acontecer”.

Trump argumentou que, militarmente, sem o poderio dos Estados Unidos, muito do qual foi desenvolvido durante o seu primeiro mandato e que, segundo ele, está a elevar a um nível ainda superior, a NATO não seria uma força eficaz ou um verdadeiro elemento de dissuasão. “Eles sabem disso, e eu também sei”, afirmou, acrescentando que “a NATO torna-se muito mais formidável e eficaz com a Gronelândia nas mãos dos Estados Unidos. Qualquer coisa menos do que isso é inaceitável.”

As declarações do presidente norte-americano surgem poucas horas antes de negociações cruciais com líderes dinamarqueses e gronelandeses, que se irão reunir com o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio na Casa Branca. A insistência de Trump sobre o controlo do território ártico tem provocado receios e críticas na Europa.

Em França, o presidente Emmanuel Macron alertou para as “consequências sem precedentes” que uma eventual intervenção norte-americana na Gronelândia poderia gerar, referindo-se à soberania de um país europeu aliado. Durante uma reunião do seu gabinete, Macron destacou que “não subestimamos as declarações sobre a Gronelândia”, conforme citada pela porta-voz do governo francês, Maud Bregeon.

A União Europeia também se manifestou sobre a situação. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que “a Gronelândia pertence ao seu povo” e que cabe apenas à Dinamarca e aos gronelandeses decidir sobre matérias que os digam respeito. Von der Leyen acrescentou que a União Europeia mantém contacto com o governo dinamarquês para compreender as suas necessidades e reforçou que a Gronelândia é parte da NATO.

A posição de Trump tem gerado alguma controvérsia interna nos Estados Unidos. Recentes sondagens indicam que apenas 17% dos americanos apoiam a ideia de adquirir a Gronelândia, e apenas 4% defendem o recurso à força militar para tal. A situação reflete uma tensão entre interesses estratégicos norte-americanos e a soberania de territórios aliados europeus.

Outros líderes europeus também se têm manifestado. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Nawrocki, declarou que a Gronelândia é uma questão entre Dinamarca e Estados Unidos, enquanto o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros afirmou que, caso os EUA considerem que o Ártico não está suficientemente protegido, podem discutir o assunto, mas que a Dinamarca tem o apoio da Espanha. O ministro alemão sublinhou que a movimentação norte-americana colocaria a NATO numa posição “sem precedentes”.

Em resposta à situação, a Dinamarca anunciou que irá reforçar a presença militar na Gronelândia e discutir com a NATO “atividades aumentadas” no território.

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