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"Os EUA estão prontos para ajudar! O Irão está de olho na liberdade, talvez como nunca antes", escreveu Trump numa publicação na rede social Truth Social. A mensagem surge um dia depois de o presidente norte-americano ter afirmado, na Casa Branca, que atacaria Teerão "com muita força" caso o governo iraniano "começasse a matar pessoas".

Trump manifesta, assim, a disponibilidade norte-americana não apenas para apoiar os protestos que têm sacudido o Irão desde 28 de dezembro, mas também para intervir militarmente se as autoridades locais recorrerem à força letal. Os protestos cresceram significativamente na quinta-feira à noite, após um apelo do príncipe herdeiro Reza Pahlavi, no exílio, que incentivou milhares de pessoas a saírem às ruas. Em resposta, o governo iraniano cortou o acesso à internet e às linhas telefónicas.

As manifestações começaram devido ao aumento do custo de vida, que atingiu níveis recorde desde os protestos de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini. Inicialmente concentradas no Grande Bazar de Teerão, as manifestações expandiram-se a mais de 100 cidades em todo o país. Segundo dados de agências de direitos humanos, pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram detidas.

A tensão entre Teerão e Washington intensificou-se na sexta-feira, quando Trump afirmou que o Irão se encontra "em grandes apuros" devido à escalada dos distúrbios e alertou as autoridades iranianas a não utilizarem força letal contra os manifestantes. Em resposta, o governo iraniano acusou os EUA e Israel de instigar os protestos e advertiu que qualquer participante seria confrontado pelas forças de segurança e pelo poder judicial, sem margem para tolerância.

Este sábado, o procurador-geral iraniano, Mohammad Movahedi Azad, reforçou a repressão, anunciando pela televisão estatal que qualquer pessoa que participe nos protestos será considerada "inimiga de Deus", acusação passível de pena de morte. A declaração é vista como a implementação da ameaça feita na sexta-feira pelo líder supremo Khamenei de que o país iniciaria uma ação repressiva contra os manifestantes.

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