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Recentes acusações, inicialmente publicadas no jornal alemão Bild, sugerem que alguns saltadores de esqui recorreram à injeção de ácido hialurónico nos pénis para tentar ganhar vantagem aerodinâmica.
Segundo o The Guardian, a World Anti-Doping Agency já anunciou que vai investigar estas alegações.
De acordo com as acusações, os atletas teriam injetado ácido no pénis para manipular as medições feitas para os fatos de competição, que são rigorosamente regulados para evitar qualquer vantagem aerodinâmica injusta.
As dimensões do fato são controladas com rigor porque o tamanho total do vestuário pode influenciar a quantidade de elevação que o atleta consegue gerar, o que afeta diretamente a distância do salto.
"Ampliar o pénis com ácido hialurónico poderia oferecer uma vantagem, pois as dimensões registadas seriam maiores, permitindo a confeção de um fato ligeiramente maior, que por sua vez gera uma área de superfície adicional e um pouco mais de elevação", explica ao jornal britânico o professor Dan Dwyer, da Deakin University, na Austrália.
O ácido hialurónico é um preenchimento comum na cirurgia estética e é utilizado em procedimentos de aumento da circunferência do pénis, mas para isso seria necessária uma grande quantidade. O efeito do ácido é temporário, exigindo reforços entre seis a doze meses, dependendo da absorção e migração das partículas.
No entanto, os riscos para a saúde são consideráveis. A injeção de ácido hialurónico no pénis pode causar dor, deformidade, infeção, inflamação, alterações sensoriais e disfunção sexual. Em casos raros, a infeção pode evoluir para gangrena, levando à necrose do tecido e até à perda do pénis. Técnicas de aplicação inadequadas ou doses incorretas aumentam ainda mais estes perigos.
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