O passe intermodal na região de Coimbra deverá começar a funcionar assim que a operação comercial do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), entre Coimbra e Lousã, possa arrancar, integrando, numa primeira fase o 'metrobus' e os autocarros dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), disse vereadora da Câmara Municipal com a pasta da mobilidade, Ana Bastos.

"Tudo está a ser tratado nesse sentido e tencionamos que, quando a operação comercial [do SMM] estiver em condições, arrancamos com a intermodalidade", afirmou à Lusa.

Segundo Ana Bastos, que é vogal na AGIT, "as coisas estão devidamente coordenadas" para que a plataforma possa estar pronta, acreditando que possa entrar a breve prazo uma fase de testes de bilhética.

Para mais tarde, ficará a integração dos transportes intermunicipais da região de Coimbra, cuja nova rede arrancou em agosto, com operação assegurada pela Busway, que venceu o concurso público internacional lançado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC).

O presidente da CIMRC, Emílio Torrão, disse à agência Lusa que aquela entidade decidiu avançar logo com a rede intermunicipal sem ter a intermodalidade pronta, esperando que essa integração possa acontecer dentro de seis meses a um ano.

Segundo o responsável, será necessário criar um "histórico" desta nova rede com o operador e, posteriormente, avançar com uma alteração contratual que implica aprovação do Tribunal de Contas, já que o bilhete único "altera os pressupostos do contrato dos transportes intermunicipais".

Emílio Torrão vincou que o próprio operador tem interesse na intermodalidade, "já que torna tudo mais atrativo" e assegura a captação de mais clientes.

"Eu não vejo o futuro sem intermodalidade", vincou.