A Shein, plataforma chinesa do comércio eletrónico, está a enfrentar protestos de marcas francesas, sindicatos e até da presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, tendo também unido mais de 100 mil subscritores de uma petição contra a sua chegada ao histórico armazém BHV Marais.

O modelo de negócio baseado em roupa barata produzida na China é alvo de críticas a vários níveis, desde concorrência desleal ao impacto ambiental negativo e a abusos laborais. A empresa, por sua vez, garante que pretende adaptar a produção às exigências europeias.

A Shein ainda não abriu portas, mas a contestação já atingiu a Société des Grands Magasins (SGM), gestora do BHV Marais onde vai ter a sua loja. Várias marcas decidiram retirar os seus produtos do espaço em protesto por terem de partilhar o mesmo local com a Shein.

O negócio, apelidado de “Sheingate”, surge num momento em que a SGM já enfrentava críticas de várias marcas devido a atrasos nos pagamentos.

A SGM tem planos para abrir outras boutiques Shein em várias cidades francesas, dentro das lojas que opera.

A concorrência de plataformas como a Shein está em cima da mesa dos governos ocidentais, tendo a União Europeia e os Estados Unidos introduzido recentemente taxas sobre bens enviados de plataformas chinesas de fast fashion como a Shein.

A Shein foi fundada em 2008 e entrou no comércio global de fast fashion — roupa e acessórios a preços muito baixos, produzidos em grande escala e distribuídos globalmente através da sua plataforma online e app. Hoje vende em mais de 150 países e é uma das maiores plataformas de moda online do mundo.