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A greve foi convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que acusa a empresa pública de não cumprir um acordo laboral assinado há mais de dois anos e de ignorar problemas de segurança, diz o Notícias ao Minuto.

Em comunicado, o sindicato recorda que o acordo celebrado a 25 de julho de 2023 com a CP previa, entre outras medidas, a “humanização das escalas de serviço” dos revisores. Segundo o SFRCI, parte desses compromissos continua por aplicar, apesar das várias tentativas de diálogo.

“Passados 27 meses, o Conselho de Administração da CP continua a não cumprir integralmente o que foi acordado, mantendo práticas que contrariam o compromisso assumido”, lê-se na nota sindical.

O sindicato afirma ter procurado, “durante todo este período”, garantir o cumprimento integral do acordo, mas acusa a administração da CP de “reiteradamente recusar concluir o processo”, em desrespeito pelos trabalhadores.

Entre as razões que motivam a greve estão também problemas de segurança operacional. O SFRCI denuncia situações em que os comboios excedem o comprimento das plataformas de embarque e desembarque, bem como episódios de sobrelotação, o que, afirma, “coloca em risco a segurança dos utentes e dos trabalhadores”.

O sindicato aponta ainda deficiências nas carruagens dos serviços Intercidades, que atribui a “um acompanhamento oficinal deficiente e ao uso excessivo do material circulante”. A situação, acrescenta, é agravada pela utilização de carruagens Arco, que, segundo o SFRCI, “não são compatíveis” com as carruagens Corail e EMEF habitualmente usadas neste tipo de serviço.

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