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O encontro, várias vezes adiado até às presidenciais, foi convocado a pedido da Intersindical, depois de esta ter rompido as negociações no âmbito do Conselho Permanente de Concertação Social, em protesto contra as alterações à legislação laboral. As mudanças propostas pelo Governo foram rejeitadas pelas duas centrais sindicais e já motivaram a primeira greve-geral em mais de uma década.

“No encontro ficou claro que não é objetivo do Governo retirar o pacote laboral”, afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, à saída da reunião. “Isto quer dizer que a luta vai continuar”, acrescentou, explicando que o conselho nacional da central sindical vai reunir-se esta quinta-feira para discutir as próximas medidas de ação.

Apesar do impasse com a CGTP, o Governo tem procurado uma aproximação a outros sindicatos nas últimas semanas. Esta quarta-feira, de manhã, será assinado um acordo salarial plurianual para a Função Pública com a Fesap e o STE, do qual a Frente Comum, ligada à CGTP, já se desvinculou. O acordo prevê aumentos mínimos de 60 euros nos próximos anos.

Tiago Oliveira salientou que o objetivo da audiência era confirmar se o Executivo estaria disposto a recuar no pacote laboral. “A resposta que obtivemos foi que não há intenção de retirar as medidas apresentadas ao país”, disse, sublinhando que os trabalhadores devem preparar-se para enfrentar “o ataque que está em curso ao mundo do trabalho”.

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