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Os deputados do PS pretendem ainda que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre a constitucionalidade da pena acessória que prevê a perda de nacionalidade para quem for condenado por crimes graves. Para que o pedido seja formalizado, são necessárias 46 assinaturas parlamentares, um número que a bancada socialista tem capacidade para reunir.
Segundo apurou a RTP, a decisão foi tomada internamente pela bancada e recebeu validação do secretariado nacional do partido, estrutura mais próxima do secretário-geral José Luís Carneiro, durante uma reunião realizada na quarta-feira. O requerimento deverá ser entregue no Tribunal Constitucional no início da próxima semana.
Presidente da República reage e diz que vai aguardar posição do TC
À saída de um evento do Comité Olímpico de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa confirmou que tinha acabado de ser informado do passo dado pelos socialistas. O Presidente esclareceu que, perante este cenário, o seu papel é limitado até ao parecer do Tribunal Constitucional.
"Agora o papel do Presidente, em relação a essa lei, é esperar que o Tribunal Constitucional, a pedido desse número de deputados, que salvo erro são 50, agende essa matéria, distribua, se pronuncie sobre a matéria, e depois envie ao Presidente da República", afirmou.
Marcelo explicou ainda que, caso o tribunal conclua pela inconstitucionalidade, "o Presidente é obrigado a vetar". Se não houver inconstitucionalidade, então o chefe de Estado terá margem para avaliar politicamente o diploma, acrescentando que "o Presidente da República aí tem um prazo para, eventualmente, ponderar politicamente a lei".
Confrontado sobre se também tenciona recorrer ao Tribunal Constitucional relativamente a este decreto ou ao outro que prevê a perda de nacionalidade como pena acessória, Marcelo disse que acabou de regressar de Angola e que "ainda não tinha apreciado nem um nem outros dos diplomas", esclarecendo: "Aquilo que eu sei foi aquilo que acabei de saber pela comunicação social".
O Presidente garantiu ainda que se debruçará sobre os textos nos próximos dias: "Obviamente, vou apreciar os diplomas, mas neste momento não tenho mais nada a dizer, a não ser que tomei conhecimento, não sabia, como ninguém sabia, desta iniciativa do PS".
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