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Segundo o partido, a retirada à CP da operação dos serviços suburbanos mais solventes de Lisboa e do Porto compromete a operação da empresa a nível nacional e a sua própria sobrevivência. O PCP acusa o Governo de recorrer à “demagogia, mentira e propaganda” para justificar a decisão.

O partido considera esclarecedor que o anúncio da sub-concessão surja num momento em que o Governo garantiu a compra de novos comboios, depois de décadas sem aquisição ou produção de material circulante em Portugal. De acordo com o PCP, os comboios que a CP está a adquirir — incluindo automotoras para a Alta Velocidade — poderão vir a ser entregues a grupos económicos privados que venham a operar as linhas concessionadas, à semelhança do que acontece com a Fertagus, que opera numa infraestrutura pública com comboios cedidos pela CP. O PCP defende que, neste modelo, o investimento é público, enquanto os proveitos ficam com grupos económicos e multinacionais.

Para o partido, a privatização e a fragmentação das empresas ferroviárias representam um caminho perigoso e contrário ao interesse nacional, beneficiando apenas o lucro privado em detrimento da segurança, da fiabilidade do sistema e dos recursos públicos da CP. O PCP defende a reversão do processo de liberalização do setor.

No comunicado, o partido aponta várias responsabilidades ao Governo, nomeadamente os atrasos na compra de comboios, atribuídos à falta de autorização de investimento e a entraves administrativos, bem como a necessidade de reforçar a capacidade de manutenção e produção de material circulante. O PCP critica ainda o atraso no projeto da Linha de Alta Velocidade, que associa à opção pelo modelo de parcerias público-privadas com financiamento público integral, defendendo a sua substituição por investimento público.

O partido responsabiliza também o Governo pela situação da Fertagus, defendendo a intervenção da CP para apoiar as populações, e pela segmentação da CP, pela separação entre infraestrutura e operador, pelo encerramento de centenas de quilómetros de linhas ferroviárias, pelo abandono de estações e apeadeiros e pelo fim de ligações internacionais.

Perante o que considera a gravidade das decisões anunciadas, o PCP apela à luta dos trabalhadores ferroviários contra a sub-concessão das linhas e anunciou que irá requerer, através do seu Grupo Parlamentar, a audição do Ministro das Infraestruturas na Assembleia da República.

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