Segundo o governante, o pedido terá de ser formalizado no prazo máximo de 12 semanas, implicando um levantamento exaustivo dos danos causados pelo temporal. Questionado sobre a necessidade de o apoio europeu ser imediato, o ministro garantiu que a resposta no terreno já está a ser assegurada, sublinhando que existem cerca de 30 mil operacionais mobilizados.

"As pessoas precisam de ajuda agora e estão a ter essa ajuda agora", afirmou, remetendo a avaliação da suficiência dos meios para a Proteção Civil, que tem reconhecido dificuldades no terreno.

Manuel Castro Almeida destacou ainda a gravidade da situação no setor elétrico, referindo que será necessário repor milhares de postos de eletricidade, num trabalho comparável a "levar energia pela primeira vez" a várias zonas afetadas. No caso de Leiria, admitiu que a recuperação irá exigir muitos meses de trabalho.

O ministro garantiu também que o Estado irá suportar as intervenções de emergência, nomeadamente a colocação de coberturas provisórias em telhados destruídos, para evitar que a chuva agrave os danos já existentes. "Não é necessariamente reparar tudo de imediato, mas impedir o agravamento da situação, que já é de si grave", frisou.

O Executivo está ainda a trabalhar com empresas para evitar fenómenos de especulação de preços e salienta que a primeira reunião da estrutura de missão criada para responder à depressão Kristin foi considerada "produtiva".