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“Os prejuízos na região já ascendem a mais de 20 milhões de euros, considerando o valor já quantificado de 16 milhões de euros e a estimativa para as participações ainda em avaliação”, divulgou a AIRO. No balanço, a associação “alerta para o facto de estes serem dados provisórios, uma vez que o processo de recolha de informação irá prolongar-se até à próxima semana”.
Segundo a associação, os dados preliminares “revelam uma situação crítica para a sustentabilidade empresarial” na região onde 64% das entidades afetadas enfrentam interrupções na sua atividade (31% em paragem total e 21% em paragem parcial).
A grande maioria dos afetados “sinaliza uma necessidade ‘crítica’ de intervenção para evitar o fecho definitivo de portas” e cerca de 20% dos empresários referem que os prejuízos ainda estão a ser identificados ou orçamentados, acrescentou a AIRO.
O impacto financeiro concentra-se, sobretudo, em três ocorrências de grande escala: uma exploração agrícola (nas Caldas da Rainha) com perda total de infraestruturas de estufas e colheitas, num prejuízo de 4,5 milhões de euros; uma unidade fabril (em Alcobaça) com danos estruturais graves e perdas de um milhão de euros; o colapso de instalações e destruição de equipamentos de logística no concelho de Alcobaça, totalizando 700 mil euros, adiantou a AIRO.
O concelho de Alcobaça lidera as participações, com 266 casos (77% das respostas), que equivalem a 9,92 milhões de euros de prejuízos. Nas Caldas da Rainha, as situações reportadas equivalem a prejuízos de 4,53 milhões de euros, com predomínio do setor agrícola, enquanto em Alenquer as situações registadas foram essencialmente do setor vitivinícola e frutícola, com danos que ascendem a 920 mil euros.
Ainda de acordo com o balanço, o setor agrícola, a indústria e o comércio são os mais fustigados.
Na agricultura, “a destruição de culturas permanentes e estruturas de proteção (estufas e armações) ameaça não só a produção imediata, mas também as campanhas de exportação dos próximos anos”, e na indústria, acrescentou a AIRO, sendo “a paragem das linhas de produção e a destruição de armazéns” as prioridades de intervenção”.
Perante a gravidade da situação, a AIRO mobilizou uma estrutura de apoio às empresas, que inclui um centro de apoio logístico na Expoeste, nas Caldas da Rainha, e instalações de um espaço de ‘cowork’ de emergência na sede da associação.
O espaço de ‘cowork’ está aberto a “empresários e profissionais que ficaram sem condições de laboração, oferecendo postos de trabalho e conetividade para assegurar a continuidade mínima dos negócios”, indicou a AIRO.
A AIRO está ainda a disponibilizar “alojamento de emergência”, em colaboração com unidades de Alojamento Local, coordenando “verificação de necessidades habitacionais para realojamento de quem perdeu habitações ou instalações industriais”.
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