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Nascida a 28 de setembro de 1934 em Paris, Brigitte Bardot ficou conhecida pelo seu talento e pelo seu charme arrebatador, participando em 47 filmes ao longo de pouco mais de duas décadas. Entre as obras mais marcantes estão E Deus Criou a Mulher (1956), de Roger Vandim, O Repouso do Guerreiro (1962), do mesmo diretor e O Desprezo (1963), de Jean-Luc Godard. Com E Deus Criou a Mulher, Brigitte Bardot conquistou o cinema internacional, tornando-se inspiração para gerações de mulheres e figura central da cultura francesa. O jornal Le figaro caracterizou-a também como um "ícone de sensualidade e elegância"

Peter Bradshaw, editor de cinema do The Guardian, sublinha que, “antes da revolução sexual e do feminismo, apareceu Brigitte Bardot. Ela era sexo, ela era juventude e, acima de tudo, Bardot era modernidade. Foi a força do zeitgeist não reconhecida, que despertou nos jovens realizadores como François Truffaut uma oposição à velha ordem. Bardot foi a exportação cultural mais sensacional de França”.

Em 1973, Brigitte Bardot decidiu afastar-se do cinema, concluindo uma carreira antes dos 40 anos, e dedicou-se à música e, sobretudo, à defesa dos direitos dos animais. Criou a Fundação Brigitte Bardot, que continua a sua obra de proteção da fauna.

Na vida pessoal, casou-se em 1992 com Bernard d'Ormale, conselheiro político do ex-presidente da Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, vivendo desde então de forma discreta, longe dos holofotes.

Ao longo das últimas décadas, Brigitte Bardot assumiu posições políticas controversas, incluindo o apoio à extrema-direita francesa e declarações críticas sobre imigração e minorias. Mais recentemente, contestou também as vacinas e as políticas sanitárias durante a pandemia. Algumas dessas tomadas de posição valeram-lhe condenações judiciais por incitamento ao ódio racial.

Em outubro deste ano, foi internada num hospital privado em Toulon, no sul de França, devido a uma “doença grave”, cuja natureza não foi revelada.

Emmanuel Macron, numa mensagem publicada na rede X, destacou os filmes, a voz, a fama “deslumbrante”, as suas iniciais, as suas tristezas, a generosa paixão pelos animais e o rosto que se tornou símbolo de Marianne. O Presidente francês afirmou que “Brigitte Bardot personificava uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela tocou-nos”, lamentando a perda de “uma lenda do século”.

*Notícia atualizada com reação do presidente francês, Emmanuel Macron

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