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"Desde as 0 horas e até às 18 horas, registámos um total de 1439 ocorrências relacionadas com quedas de árvores, com limpezas de via, inundações, quedas de estruturas e movimentos de massa [deslizamento de terras]", afirmou o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) Paulo Santos, à agência Lusa.

Este balanço da ANEPC não inclui as ocorrências na cidade de Lisboa, onde foram registadas, entre as 21 horas de segunda-feira e as 13 horas de hoje, um total de 56 ocorrências devido às condições meteorológicas adversas, sobretudo quedas de árvores, informou à Lusa o diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil, André Fernandes.

Relativamente às regiões mais afetadas pelo mau tempo em Portugal continental, com a passagem da depressão Kristin, após outras duas tempestades nos últimos dias - Ingrid e Joseph -, o oficial de operações ANEPC realçou a Área Metropolitana do Porto, a região de Coimbra e a região do Oeste.

Paulo Santos disse que não há informação de vítimas e reforçou que "em todo o país os serviços municipais de proteção civil estão a trabalhar com a população" para solucionar as ocorrências registadas devido ao tempo. "Há várias zonas que já foram inundadas, seja pela precipitação, seja pelo transbordo do leito dos rios, e é também do nosso conhecimento que existem diversas infraestruturas afetadas, algumas habitações", adiantou.

Questionado sobre pessoas desalojadas por inundação de habitações, o oficial de operações da ANEPC confirmou que existem casos, mas disse não dispor de dados concretos, ressalvando que "é uma situação dinâmica" e que está a ser acompanhada pelos diferentes serviços municipais.

"Ciclogénese explosiva": nova depressão de alta intensidade atinge Portugal nas próximas horas

O responsável da Proteção Civil revelou que existem várias estradas cortadas em Portugal continental, sobretudo estradas municipais e caminhos rurais, mas também algumas estradas nacionais.

No socorro às ocorrências registadas hoje, até às 18 horas, foram mobilizados "mais de cinco mil operacionais", apoiados por "mais de dois mil meios terrestres", indicou Paulo Santos.

Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, após outras duas tempestades nos últimos dias - Ingrid e Joseph -, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitido vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, o estado do tempo vai agravar-se a partir das 0 horas de quarta-feira, com maior impacto entre as 03:00 e as 06:00, altura em que se prevê vento muito intenso, podendo as rajadas atingir os 140 quilómetros por hora.

A Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face a nova depressão meteorológica que atravessará Portugal na próxima madrugada.

O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) qualificou como "ciclogénese explosiva", termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.

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