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Portugal

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) divulgou um comunicado esta manhã esclarecendo que o Primeiro-Ministro e o Governo português estão a acompanhar a situação na Venezuela desde o seu início, em estreita coordenação com o Presidente da República. Segundo o MNE, a atuação tem sido feita através da Embaixada de Portugal em Caracas, da rede consular no país e mediante contactos intensos com parceiros europeus, instituições da União Europeia e países da região.

O comunicado refere ainda que o Governo manteve contactos diretos com o Presidente do Governo Regional da Madeira e com as principais forças da oposição venezuelana. A prioridade, sublinha o MNE, é a segurança e o bem-estar da comunidade portuguesa na Venezuela, que se encontra “bem e calma, embora naturalmente expectante”. Face ao estado de emergência declarado pelas autoridades venezuelanas, foi reforçado o apelo à tranquilidade e precaução junto dos cidadãos portugueses.

O MNE recorda que Portugal não reconheceu os resultados das eleições de 2024 e defende o regresso rápido à normalidade democrática, apelando à redução das tensões, ao respeito pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas e à promoção da segurança e da tranquilidade públicas. O Governo assegura que continuará a monitorizar de perto a situação, em colaboração com os parceiros internacionais, mantendo como prioridade a proteção da comunidade portuguesa no país sul-americano.

A embaixada de Portugal em Caracas apelou à comunidade portuguesa residente na Venezuela para manter a calma e permanecer em casa, disponibilizando canais de contacto de emergência nos consulados-gerais de Caracas e Valência, incluindo telefone, e-mail e Whatsapp.

A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades portuguesas na diáspora, sendo a segunda maior na América Latina, apenas atrás do Brasil.

António José Seguro

O candidato presidencial António José Seguro afirmou acompanhar “com muita preocupação” a situação na Venezuela, país alvo de uma intervenção militar dos Estados Unidos e que acolhe cerca de 500 mil portugueses.

“Eu estou a acompanhar desde muito cedo, com muita preocupação, o que está a acontecer na Venezuela. Temos cerca de meio milhão de portugueses a viver no país, e estou preocupado com essa situação”, declarou Seguro durante uma ação de campanha no Mercado Municipal de Castelo Branco.

O candidato apoiado pelo PS sublinhou, contudo, que aguarda uma posição oficial das autoridades portuguesas sobre o que aconteceu e qual é a sua interpretação dos factos. “Estou a recolher informações. Neste momento, ainda não tenho dados fidedignos. Espero voltar a falar sobre este assunto ao longo do dia. Mas há um princípio que quero sublinhar: a defesa do Direito Internacional”, disse.

João Cotrim de Figueiredo

João Cotrim de Figueiredo considerou que qualquer infração ao direito internacional “é, por si só, criticável”, sobretudo quando a ação militar não foi precedida de consultas com aliados. O candidato destacou ainda que a comunidade internacional falhou na forma de lidar com uma ditadura que oprime o povo venezuelano e que usurpou as eleições do ano passado.

Jorge Pinto

O candidato apoiado pelo Livre, defendeu que o Governo português deve manifestar repúdio face à intervenção norte-americana, qualificando a situação como ilegal.

Catarina Martins

A candidata à Presidência da República, Catarina Martins, afirmou que Portugal deve manifestar imediatamente repúdio face à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, considerando que o principal objetivo norte-americano é controlar o petróleo venezuelano.

Henrique Gouveia e Melo

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo classificou como ilegítima a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, apesar das dúvidas sobre a democracia do governo de Caracas, alertando para os riscos de uma nova conjuntura internacional.

Segundo o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, a intervenção norte-americana não cumpre as regras internacionais: “É preocupante que países invadam a soberania de outros e que se resolvam, através da força, determinadas situações”, salientou.

O almirante comparou o episódio com a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, apontando que se trata de uma operação com formato semelhante, agora conduzida pelos Estados Unidos, “para mudar o governo, independentemente se é legítimo ou não esse governo”. Gouveia e Melo sublinhou, porém, que não está a colocar Donald Trump e Vladimir Putin no mesmo plano, mas sim a evidenciar uma mudança preocupante no sistema internacional.

Sobre a posição de Portugal, o candidato afirmou que é essencial acompanhar a situação, lembrando que o país é aliado dos Estados Unidos: “A nossa comunidade na Venezuela preocupa-nos. É uma comunidade muito grande. Esperemos que a situação se resolva sem vítimas e sem problemas para além dos que já existem”, declarou.

André Ventura

O líder do Chega, André Ventura, saudou a captura de Nicolás Maduro, considerando que o episódio representa um sinal positivo para a liberdade em toda a região.

Segundo Ventura, trata-se sobretudo de uma mensagem de esperança para o povo venezuelano e para as comunidades portuguesas residentes no país, que poderão agora viver num contexto democrático, sem o jugo de um ditador narcotraficante.

CDS-PP

O CDS-PP saudou a queda de Maduro como um possível caminho para a democracia e reiterou a preocupação com os portugueses e luso-descendentes na Venezuela. O partido apelou ainda a uma solução que respeite o direito internacional e assegure a paz, a reposição das liberdades democráticas e os direitos humanos no país sul-americano.

Livre

O partido Livre repudiou a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, classificando-a como um "ato de agressão internacional" e reafirmou a sua "total solidariedade com o povo venezuelano".

Em comunicado, o partido considerou que estas manobras, que parecem refletir a implementação da nova doutrina de segurança nacional dos EUA, violam claramente o direito internacional e merecem condenação inequívoca. O partido criticou o facto de que a ONU, os países da NATO e os órgãos legislativos norte-americanos não foram informados da operação, e questionou a justificativa apresentada por Donald Trump, relacionada com o combate ao tráfico de drogas, apontando que esta colide com o recente interesse dos EUA nas reservas petrolíferas da Venezuela.

O Livre apelou ao Governo português para atuar com responsabilidade e garantir a segurança da comunidade portuguesa no país, solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que interceda para estancar a ação militar norte-americana e pediu à União Europeia que se distancie da ingerência dos EUA e apoie o povo venezuelano. Apesar das críticas ao regime venezuelano, considerado autocrático e com histórico de violações de direitos humanos, o partido sublinhou que isso não justifica a "aventura militar de Trump e o rapto do presidente da Venezuela", violando princípios fundamentais do direito internacional.

Argentina

Entre as reações internacionais, o Presidente argentino, Javier Milei, celebrou a captura de Maduro: “A liberdade está a avançar”, escreveu nas redes sociais.

Colômbia

Já o Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou o desdobramento de forças na fronteira com a Venezuela e garantiu apoio adicional “em caso de um afluxo massivo de refugiados”.

União Europeia

“Já falei com o Secretário de Estado Marco Rubio e com o nosso embaixador em Caracas. A União Europeia está a acompanhar de perto a situação na Venezuela. A UE tem afirmado repetidamente que o Sr. Maduro carece de legitimidade e defende uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas devem ser respeitados. Apelamos à contenção. A segurança dos cidadãos europeus no país é a nossa prioridade máxima", escreveu Kaja Kallas na rede social X.

António Costa afirmou acompanhar a situação na Venezuela “com grande preocupação” e sublinhou que a União Europeia apela à desescalada e à resolução do conflito em pleno respeito pelo direito internacional e pela Carta das Nações Unidas.

Costa destacou que a UE continuará a apoiar uma solução pacífica, democrática e inclusiva para o país e que estão a ser tomadas medidas para garantir a segurança dos cidadãos europeus na Venezuela, em coordenação com a vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, e os Estados-membros.

Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou o apoio da União Europeia ao povo venezuelano e à transição pacífica e democrática, salientando que qualquer solução deve respeitar o direito internacional e a Carta da ONU, garantindo ainda proteção total aos cidadãos europeus no país.

ONU

Já o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou estar "profundamente alarmado" com a intervenção norte-americana, alertando que esta operação estabelece um "precedente perigoso" para o sistema internacional.

Em comunicado divulgado pela porta-voz, Stephane Dujarric, Guterres enfatizou a necessidade de que todos os países respeitem plenamente o direito internacional, incluindo os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.

Reino Unido

No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer destacou que todos os países devem respeitar o direito internacional. Starmer reforçou que o Reino Unido não participou na operação e que é essencial apurar todos os factos antes de qualquer ação adicional.

Chile

O presidente do Chile, Gabriel Boric, condenou o ataque militar dos Estados Unidos, apelando ao diálogo e a uma solução pacífica para a crise venezuelana, reiterando a adesão do Chile aos princípios do direito internacional e à integridade territorial dos Estados.

México

O México criticou com igual veemência, considerando a ação uma violação clara da Carta da ONU e alertando para o risco de instabilidade regional.

Porto Rico

Por outro lado, a governadora de Porto Rico, Jenniffer González, saudou a operação dos EUA como um passo importante contra o narcoterrorismo, descrevendo a captura de Maduro como um “acontecimento de grande relevância” e esperando que abra caminho a uma transição democrática e pacífica na Venezuela. Em consequência da operação, Porto Rico suspendeu temporariamente a maioria dos voos comerciais no aeroporto de San Juan.

Brasil

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou os ataques norte-americanos como “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e alertou para os perigos de criar precedentes que favoreçam a lei do mais forte sobre o multilateralismo, apelando à ação vigorosa da comunidade internacional através da ONU e à promoção do diálogo.

Itália

Também a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, acompanha de perto os acontecimentos e mantém contacto constante com o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, para obter informações sobre os cidadãos italianos no país.

Espanha

O Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol informou que Espanha se oferece como mediador para encontrar uma solução pacífica na Venezuela.

Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou os ataques como “criminosos”, através da rede social X, e exigiu uma reação urgente da comunidade internacional. “A nossa zona de paz está a ser brutalmente atacada”, escreveu Díaz-Canel, referindo-se à Venezuela.

Rússia

A Rússia manifestou profunda preocupação e condenou o que descreveu como um “ato de agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela, informou este sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Em comunicado, a diplomacia russa sublinhou que, na situação atual, é fundamental evitar uma escalada maior e que os esforços devem concentrar-se em procurar uma solução através do diálogo.

Oposição venezuelana

A líder da oposição venezuelana e vencedora do prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, assim como o antigo candidato presidencial da oposição Edmundo González Urrutia, optaram por não comentar até ao momento os ataques atribuídos aos Estados Unidos. Um porta-voz oficial de ambos declarou na rede social X:
“Neste momento, não há uma declaração oficial sobre os factos relatados na Venezuela. Qualquer informação confirmada será divulgada oportunamente pelos canais oficiais”.

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