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A polícia solicitou quatro semanas de prisão preventiva para evitar que Høiby volte a cometer crimes, e o tribunal decidiu mantê-lo detido até 2 de março, aguardando decisão do tribunal ou do Ministério Público. Høiby, de 29 anos, nega as acusações mais graves de abuso sexual, enquanto o julgamento, previsto para durar sete semanas, está marcado para começar em Oslo na terça-feira.

Associações de apoio especializado à vítima de violência sexual:

Quebrar o Silêncio (apoio para homens e rapazes vítimas de abusos sexuais)
910 846 589
apoio@quebrarosilencio.pt

Associação de Mulheres Contra a Violência - AMCV
213 802 165
ca@amcv.org.pt

Emancipação, Igualdade e Recuperação - EIR UMAR
914 736 078
eir.centro@gmail.com

A detenção de Høiby ocorre dias depois da divulgação de arquivos de Jeffrey Epstein nos EUA, nos quais Mette-Marit surge em quase 1.000 menções. Os documentos revelam contactos entre a princesa e Epstein entre 2011 e 2014, anos após Epstein ter sido condenado por crimes sexuais, incluindo solicitação de prostituição a menores na Florida. Os emails mostram Mette-Marit a descrever Epstein como “muito encantador”, “de bom coração” e “um querido”, sugerindo uma relação próxima. Um email de 2012 revela que Mette-Marit perguntou a Epstein se seria “inapropriado para uma mãe sugerir duas mulheres nuas a carregar uma prancha de surf para o papel de parede do meu filho de 15 anos”. Em 2013, visitou a casa de Epstein em Palm Beach por quatro dias, sem que Jeffrey Epstein estivesse presente.

A princesa Mette-Marit afirmou que os emails demonstram “má avaliação” e expressou arrependimento pelo contacto, descrevendo-o como “simplesmente embaraçoso”, e reforçou a sua solidariedade às vítimas de Epstein, admitindo não ter verificado suficientemente o passado do criminoso. O palácio afirmou que o contacto escrito terminou em 2014, quando Mette-Marit percebeu que Epstein tentava usar a relação como alavanca junto de terceiros.

O escândalo teve impacto imediato na imagem da monarquia norueguesa. A jornalista Shazia Majid afirmou ao The Guardian que a popularidade da família real caiu a curto prazo, provocando “raiva e desapontamento” entre a população. Craig Aaen-Stockdale, líder da organização “Norway as a Republic”, referiu que a confiança na monarquia diminuiu significativamente. Apesar disso, espera-se que a população continue a apoiar o rei Harald V, a rainha Sonja e o príncipe herdeiro Haakon no longo prazo.

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