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“Foi a decisão de Joe e Jill. Todos repetíamos isso como um mantra, como se estivéssemos hipnotizados. Mas olhando em retrospetiva, penso que foi imprudência”, escreve Harris, citada pela BBC News.
No livro, Harris admite que, enquanto vice-presidente, estava na “pior posição” para aconselhar Biden a não avançar para um segundo mandato. “Ele veria isso como ambição desmedida ou deslealdade venenosa, mesmo que a minha única mensagem fosse: não deixes o outro ganhar”, acrescenta.
Biden acabou por desistir da corrida presidencial após um debate marcado por falhas de discurso contra Donald Trump, que viria a vencer as eleições de 2024. A idade do democrata, então com 81 anos, foi alvo de críticas e levantou dúvidas sobre a sua capacidade de continuar a liderar.
Apesar das críticas, Harris também rejeita a ideia de que existisse uma conspiração para esconder a fragilidade do ex-presidente: “Joe é um homem inteligente, com experiência e convicções profundas, capaz de cumprir as funções presidenciais. Mas, aos 81 anos, cansava-se. Foi aí que a idade se revelou em tropeços físicos e verbais”.
Harris recorda ainda momentos em que se sentiu marginalizada pela Casa Branca, nomeadamente quando ficou com a responsabilidade de atrair investimentos para a América Latina e foi apelidada pelos republicanos de “czarina da fronteira” — rótulo que marcou negativamente a sua própria candidatura presidencial.
Com lançamento previsto para 23 de setembro, '107 Days' detalha os bastidores da relação entre Harris e Biden, a sua curta campanha presidencial e os desafios do seu mandato como vice-presidente. A ex-governante prepara também uma digressão internacional de promoção do livro, incluindo passagens pelo Reino Unido e Canadá.
Segundo a BBC, a equipa de Biden foi contactada para comentar as declarações, mas não respondeu até ao momento.
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