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A declaração foi feita durante o lançamento do podcast de Dan Bongino, antigo vice-diretor do FBI, e surge menos de uma semana depois do FBI ter realizado uma incursão numa instalação eleitoral em Fulton County, Geórgia, onde apreendeu boletins de voto e registos de eleitores relacionados com a eleição de 2020.
Trump repetiu, sem apresentar provas, que venceu a eleição de 2020 “por larga margem” e alegou que houve votos ilegais, insinuando que as investigações em curso na Geórgia revelarão irregularidades. Apesar das suas acusações, dezenas de contestações judiciais sobre a eleição não apresentaram evidências de fraude generalizada; auditorias estaduais e uma recontagem solicitada pela campanha de Trump confirmaram a vitória de Joe Biden no estado.
As propostas de Trump de “nacionalizar” eleições contradizem diretamente a Constituição norte-americana, que atribui a administração e contagem de votos aos estados. Este conceito remonta a promessas feitas no verão passado, altura em que Trump disse que assinaria uma ordem executiva para trazer “honestidade” às eleições legislativas de 2026.
Em março de 2025, assinou outra ordem executiva que visava exigir prova de cidadania no registo eleitoral nacional e alterar procedimentos de voto por correio, mas a medida foi largamente bloqueada por tribunais federais, permanecendo a sua aplicação incerta.
Nos últimos meses, o presidente tem intensificado ações legais contra cerca de duas dezenas de estados para obter acesso aos registos eleitorais, numa tentativa de controlar ou auditar processos eleitorais futuros. Especialistas e críticos alertam ao Politico que qualquer tentativa de “nacionalizar” a votação seria inconstitucional e poderia gerar uma crise política e legal sem precedentes, reforçando a estratégia de Trump de deslegitimar resultados eleitorais passados e futuros e mantendo viva a narrativa de fraude eleitoral junto dos seus apoiantes.
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