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O plano identifica como desafios centrais a precariedade laboral, a falta de progressão nas carreiras, os níveis elevados de burnout e a emigração crescente de profissionais qualificados. Segundo dados do barómetro da plataforma, apenas 10% dos jovens estão satisfeitos com as suas condições de trabalho, enquanto mais de 60% referem dificuldades em conciliar a vida profissional com a pessoal.
“Este plano é, antes de mais, uma exigência de responsabilidade coletiva. Continuamos a formar talento que depois se perde para a emigração ou se desgasta rapidamente. O país não pode continuar a desperdiçar quem escolhe cuidar”, sublinha Lucas Chambel, representante da Plataforma, em comunicado.
Cinco eixos estratégicos
O documento organiza as propostas em cinco áreas de intervenção:
- Carreiras, remuneração e vínculos contratuais.
- Planeamento e gestão de recursos humanos.
- Formação contínua e desenvolvimento profissional.
- Saúde mental, bem-estar e conciliação vida pessoal-profissional.
- Inovação, transdisciplinaridade e participação.
Entre as medidas sugeridas destacam-se:
- Criação e reformulação das carreiras e grelhas salariais.
- Aumento de 40% da remuneração nos primeiros cinco anos para fixação em zonas carenciadas.
- Programas de prevenção do burnout e promoção do bem-estar laboral.
- Projeto-piloto de horários sustentáveis.
- Constituição de equipas transdisciplinares no SNS.
“Estamos perante uma geração qualificada, motivada e com sentido de missão, mas que enfrenta obstáculos inaceitáveis. Este plano não é apenas um alerta: é uma proposta de ação concreta para um SNS mais justo, sustentável e centrado nas pessoas – profissionais e utentes”, reforça o responsável.
A Plataforma propõe ainda que o Governo assuma a implementação faseada das medidas entre 2025 e 2028, com a criação de uma estrutura técnica de acompanhamento e a publicação de indicadores públicos de monitorização.
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