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O anúncio do ataque partiu do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que confirmou a realização de um “ataque preventivo” e declarou um “estado de emergência especial e permanente” em todo o território, sinalizando a expetativa de retaliação e o agravamento da situação militar.

Segundo meios de comunicação iranianos, citados pela BBC, foram ouvidas explosões em várias cidades do Irão, incluindo Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. As mesmas fontes referem que vários mísseis terão atingido zonas da capital, Teerão, nomeadamente a Rua da Universidade e a área da República.

Posteriormente, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos avançaram com uma operação militar “massiva e contínua”, destinada a impedir o que descreveu como ameaças diretas à segurança norte-americana e dos seus aliados.
Num vídeo com cerca de oito minutos, divulgado na plataforma Truth Social, dirigiu-se ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, exigindo que depusesse as armas. Prometeu “tratamento justo, com total imunidade” a quem o fizesse e advertiu para “morte certa” em caso de resistência.

Trump acusou ainda Teerão de desenvolver mísseis de longo alcance e garantiu que Washington pretende “destruir os seus mísseis” e “arrasar completamente a sua indústria”, acrescentando que as forças norte-americanas irão também neutralizar capacidades navais iranianas e travar a ação de grupos aliados na região.

Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, fez declarações ao país confirmando que a operação militar, em conjunto com os Estados Unidos, visa eliminar o que classificou como uma “ameaça existencial”.

Numa declaração dirigida à nação afirmou que a ação conjunta pretende impedir o Irão de obter armas nucleares e agradeceu ao presidente norte-americano a “liderança histórica” demonstrada no processo.

O chefe do Governo acusou ainda o regime iraniano de décadas de hostilidade e violência, sustentando que representa um perigo não apenas para Israel, mas para a estabilidade internacional. Segundo afirmou, a operação visa impedir que Teerão desenvolva capacidades que lhe permitam “ameaçar toda a humanidade”.

Na mesma intervenção, declarou que a ofensiva poderá abrir caminho a mudanças internas no país, apelando a diferentes setores da sociedade iraniana para que assumam o controlo do seu futuro e procurem aquilo que descreveu como um Irão “livre e pacífico”.

Netanyahu dirigiu também uma mensagem direta à população israelita, pedindo que siga rigorosamente as orientações de segurança emitidas pelas Forças de Defesa de Israel, sobretudo através do Comando da Frente Interna, numa altura em que o país se prepara para possíveis represálias.

A campanha militar, designada “O Rugido do Leão”, poderá prolongar-se por vários dias, exigindo, afirmou, “resistência e determinação” da população.
“Juntos permaneceremos firmes, juntos lutaremos e juntos asseguraremos a eternidade de Israel”, concluiu.

Mais tarde, o Departamento de Guerra também deu nome à ofensiva levada a cabo pelos EUA: "Operação Fúria Épica".

Em Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu estar a acompanhar ao minuto todos os desenvolvimentos da situação no Irão e em Israel, em contacto permanente com a rede diplomática portuguesa.

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