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“A atual escalada é perigosa para todos. Tem de cessar”, afirma Macron, acrescentando que, neste momento crítico, estão a ser tomadas “todas as medidas” para garantir a segurança do território francês, dos cidadãos e dos interesses de França no Médio Oriente.
O presidente francês declara também que o país está preparado para mobilizar “os recursos necessários para proteger os seus parceiros mais próximos, caso estes o solicitem”. Macron manteve contactos separados com líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Qatar e da Jordânia.
Também o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, rejeitou a “ação militar unilateral” dos Estados Unidos e de Israel, considerando que esta representa “uma escalada” e contribui para “uma ordem internacional mais incerta”. Numa mensagem publicada na rede social X, Sánchez condenou igualmente “as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária”, defendendo que não se pode permitir “outra guerra prolongada e devastadora no Médio Oriente” e apelando à desescalada imediata e ao pleno respeito do direito internacional.
Entretanto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, recordou que a União Europeia adotou “sanções extensivas” em resposta ao que classificou como o “regime mortal” iraniano, apelando a todas as partes para exercerem “máxima contenção, protegerem civis e respeitarem plenamente o direito internacional”.
O gabinete da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou solidariedade com a população civil iraniana e sublinhou a necessidade de respeito pelos direitos civis e políticos. Meloni deverá consultar aliados e líderes regionais para apoiar iniciativas destinadas a reduzir as tensões.
Já o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou na rede social X, que a Austrália “apoia o corajoso povo do Irão na sua luta contra a opressão” e manifestou apoio aos esforços norte-americanos para impedir que Teerão desenvolva armas nucleares.
Por outro lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo classificou as ações dos Estados Unidos e de Israel como “imprudentes”, considerando que violam o direito internacional e defendendo um regresso a soluções políticas e diplomáticas.
Um porta-voz do governo britânico afirmou que o Reino Unido “não quer ver uma escalada que leve a um conflito regional mais amplo”, acrescentando que o país “está preparado para proteger os seus interesses”.
*Notícia atualizada às 13h30 com declarações de Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
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