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O Irão anunciou que recorrerá a todos os meios militares ao seu alcance no âmbito do seu direito legítimo de autodefesa, depois dos ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, revela a BBC. A declaração foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, que afirmou ter contactado por telefone homólogos de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Bahrein e Iraque, assegurando que o Irão protegerá a sua integridade territorial.

Abbas Araghchi sublinhou ainda a responsabilidade desses países em “impedir a utilização indevida das suas infraestruturas e territórios” pelos EUA e por Israel para atacar o Irão.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão prometeu uma “resposta esmagadora” aos ataques e destacou que estes ocorreram “mais uma vez durante negociações” com Washington. Em comunicado, o organismo afirmou que o “inimigo” assumiu erroneamente que o povo iraniano se renderia a “demandas mesquinhas através de tais ações covardes”.

O conselho garantiu que as forças armadas iranianas já iniciaram medidas retaliatórias e comprometeu-se a “manter continuamente o povo informado”. Alertou também que operações dos EUA e de Israel poderiam continuar em Teerão e noutras cidades, pedindo aos cidadãos que, “mantendo a calma”, se deslocassem para zonas mais seguras sempre que possível.

Para tranquilizar a população, o organismo assegurou que o governo preparou “todos os bens essenciais com antecedência” e que não há risco de falta de produtos, recomendando, no entanto, evitar centros comerciais lotados. O Irão anunciou ainda que escolas e universidades permanecerão encerradas até novo aviso. Os bancos continuarão a operar normalmente, enquanto os serviços governamentais funcionarão a 50% da capacidade.

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