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O Governo de Hong Kong anunciou a criação de uma comissão independente, presidida por um juiz, para investigar as causas do incêndio que, na semana passada, matou pelo menos 151 pessoas no complexo residencial Wang Fuk Court, no norte da região semiautónoma. Quase 40 pessoas continuam desaparecidas.
O chefe do Executivo, John Lee Ka-chiu, explicou que a comissão terá como objetivo apurar as causas do incêndio e propor alterações estruturais. Apesar da tragédia, o Governo garantiu que as eleições legislativas continuarão a ser realizadas como previsto no domingo.
O incêndio ocorreu durante obras de manutenção no complexo. Investigações preliminares apontam a existência de materiais de construção fora das normas de segurança contra incêndios. Em resposta, a polícia abriu uma investigação por homicídio culposo, que já resultou na detenção de 13 pessoas, 12 homens e uma mulher.
A ONG Human Rights Watch (HRW) apelou às autoridades para que a investigação seja transparente e para que haja responsabilização por atos ilícitos relacionados ao incêndio. A organização pediu também que as autoridades cessem a repressão a críticas pacíficas, em referência à detenção de três pessoas ligadas a petições e voluntariado em torno da tragédia.
Segundo a HRW, os residentes já tinham alertado previamente sobre a contratação de uma empresa de manutenção com histórico de má execução, manipulação de licitações e problemas de segurança, alertas que teriam sido ignorados pelas autoridades. Além disso, voluntários que distribuíam ajuda às vítimas foram afastados pela polícia, que passou a controlar o local.
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