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Nas primeiras declarações após os resultados, Henrique Gouveia e Melo disse que já felicitou pessoalmente António José Seguro e André Ventura pela passagem à segunda volta.
"Foi em consciência que me candidatei à Presidência da República. Uma decisão profundamente ponderada e que tomei perante os desafios exigentes que o país enfrenta e, sobretudo, num contexto internacional de grande instabilidade. Entendi que, nessas circunstâncias, não podia ficar de fora quando senti que podia dar um contributo útil ao serviço do Portugal e dos portugueses. Candidatei-me também pela convicção de que a Presidência da República deve ser um espaço de união e não de divisão. Um espaço acima de interesses partidários, independente e livre", afirmou.
Gouveia a Melo falou ainda na associação dos partidos nestas eleições. "Acreditei e continuo a acreditar na necessidade de despartidarizar a Presidência da República e de devolver a esse cargo a sua natureza verdadeiramente superpartidária. O país beneficia quando a Presidência é vista como um garante de equilíbrio, de estabilidade e de proximidade a todos os portugueses, sem exceções. Foi igualmente por isso que me propus a este desafio".
Assim, frisou que a sua candidatura surgiu "pela importância de trazer uma lufada de ar fresco à vida pública, de mostrar que é possível servir o país com independência, sentido de missão e espírito de compromisso, sem amarras partidárias".
Todavia, reconheceu a derrota eleitoral. "Os resultados destas eleições não corresponderam aos objetivos que tracei. Assumo com serenidade e com respeito absoluto pela vontade democrática dos portugueses".
"Ainda assim, esta foi uma experiência que muito me honrou. Honrou-me pela confiança recebida, pela forma como fui acolhido em todo o país e pela oportunidade de participar ativamente num momento tão relevante da nossa democracia. É com grande satisfação que concluo que este movimento conseguiu algo que considero essencial para o futuro coletivo", rematou.
Gouveia e Melo lembrou ainda que "Portugal pode e deve ser um espaço de convergência, mesmo quando há diversidade de opiniões".
Por fim, deixou "uma palavra de respeito e felicitações a todos os candidatos que concorreram a estas eleições e em especial àqueles que passaram à segunda volta. A democracia vive da pluralidade no debate e do respeito público. É assim que se fortalece e se renova", disse.
Sobre um possível apoio a um dos candidatos da segunda volta, Gouveia e Melo garantiu que vai tomar uma decisão, mas não neste momento.
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