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A U.S. Customs and Border Protection (CBP) começou a cobrar as tarifas normais sobre todas as encomendas internacionais, independentemente do valor, país de origem ou modo de transporte, a partir da meia-noite de hoje. Foi também disponibilizada uma opção de tarifa fixa de 80 a 200 dólares por pacote enviado através de serviços postais estrangeiros durante seis meses.
O fim da isenção amplia a medida da administração Trump que, em maio, eliminou a isenção para pacotes vindos da China e Hong Kong, numa tentativa de reduzir o envio de fentanil e precursores químicos para os EUA. O conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou à Reuters que a medida “salvará milhares de vidas americanas e acrescentará até 10 mil milhões de dólares por ano em receitas tarifárias”.
Impacto no comércio eletrónico
A isenção, existente desde 1938 e elevada para 800 dólares em 2015 para apoiar pequenas empresas, permitia que remessas de baixo valor evitassem tarifas. A sua remoção deverá aumentar os preços de produtos vendidos online, aproximando os custos de pequenas lojas virtuais aos dos retalhistas tradicionais, como a Walmart, que já pagam tarifas sobre importações em contentores.
Desde que a isenção para a China e Hong Kong foi eliminada, a CBP já recolheu mais de 492 milhões de dólares em tarifas adicionais.
Novas regras para transportadoras
Todos os pacotes enviados por transportadoras expressas como FedEx, UPS e DHL passarão a ter tarifas completas aplicadas de acordo com o valor. Os serviços postais estrangeiros podem optar por recolher as tarifas com base no valor do pacote ou usar o método de tarifa fixa, mas terão de adotar o modelo “ad valorem” até 28 de fevereiro de 2026.
Alguns serviços postais estrangeiros suspenderam temporariamente envios para os EUA, mas a administração americana afirmou estar a trabalhar com parceiros internacionais e o U.S. Postal Service para minimizar interrupções.
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