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A reunião contou com a participação da AIP – Associação Industrial Portuguesa, da NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém e da NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra, que concluíram que o pacote de medidas governamentais é, de forma global, "bem estruturado", tendo em conta a informação disponível no momento da sua definição, de acordo com um comunicado a que o 24notícias teve acesso.
As associações destacam, em particular, "as isenções temporárias à Segurança Social, a simplificação dos procedimentos de licenciamento e de controlo prévio, os mecanismos de lay-off, as moratórias fiscais e as linhas de apoio financeiro como instrumentos relevantes para mitigar os efeitos imediatos da tempestade".
No entanto, sublinham que os impactos da depressão Kristin "vão muito além da destruição direta de ativos". Segundo as estruturas empresariais, "a paragem forçada da atividade provocada por falhas no fornecimento de energia elétrica e de comunicações agravou significativamente a situação das empresas, originando penalizações contratuais, deterioração de stocks e custos adicionais associados à retoma da produção".
Um dos aspetos considerados críticos prende-se com a "necessidade de garantir rapidez na aplicação prática das medidas anunciadas". As associações analisaram ainda formas de mobilizar linhas de crédito já existentes e boas práticas adotadas em situações anteriores, nomeadamente após os incêndios de 2017 e durante a pandemia de covid-19.
Da reunião resultou um conjunto de propostas prioritárias, já apresentadas ao Ministério da Economia. Entre elas, destaca-se o "alargamento das subvenções até 10 mil euros", atualmente previstas apenas para os setores da agricultura e da floresta, a outros setores de atividade, direcionadas às microempresas.
As associações defendem igualmente a ativação do Sistema de Reposição de Capacidades Produtivas, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 4/2023, com apoios não reembolsáveis para as empresas mais afetadas, bem como a aceleração do acesso às linhas de crédito, recorrendo a instrumentos já disponíveis.
Por fim, é também proposta a reprogramação dos contratos de incentivos em vigor e a agilização de pagamentos, reembolsos e adiantamentos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Portugal 2030.
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