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Andrew Pledger, ex-estudante de uma universidade evangélica privada na Carolina do Sul, admitiu ter sido submetido a terapia de conversão — uma prática pseudocientífica que pretende alterar ou reprimir a orientação sexual de pessoas LGBTQ+. O método é visto como ineficaz e prejudicial por todas as grandes associações médicas.
O ex-estudante descreveu ter sentido um tipo de dissociação durante a sessão e registou parte da conversa, onde um funcionário da Bob Jones University afirmou: “Vamos lidar com este pecado como com qualquer outro”.
Antes da experiência, Andrew Pledger já sofria de bullying, automutilação e pensamentos suicidas. Cresceu num ambiente religioso conservador, onde a homossexualidade era condenada. Após a sessão, o ex-estudante decidiu não voltar e acabou por abandonar a instituição.
A terapia de conversão continua a ser praticada em quase todos os estados norte-americanos, apesar das proibições parciais para menores em 23 dos 50. Recentemente, cidades e estados têm revogado as restrições, como aconteceu em Columbia (Carolina do Sul) e no Kentucky. Grupos religiosos e políticos conservadores defendem a continuidade da prática, invocando a liberdade de escolha e de expressão.
À CNN, antigos líderes do movimento "ex-gay" como John Smid, Randy Scobey e Bill Prickett admitiram que a terapia não resulta e que causou danos significativos a milhares de pessoas. Todos abandonaram a prática e vivem hoje abertamente como homens gays.
Casos como o de Rocky Tishma e Curtis Lopez-Galloway ilustram as consequências de longo prazo — tentativas de suicídio, dependências, isolamento e traumas duradouros. Ambos passaram anos em terapias de conversão conduzidas por líderes religiosos ou conselheiros cristãos, sendo instruídos a alterar comportamentos, afastar amigos e reprimir expressões de género. Atualmente, dedicam-se a apoiar sobreviventes através de grupos de ajuda.
Segundo o Trevor Project, uma organização não-governamental para a prevenção de suicídio entre jovens da comunidade LGBTQ+, em 2023, 13% dos jovens LGBTQ+ nos EUA relataram ter sido ameaçados ou submetidos a esta prática.
Organizações alertam para o aumento de formas mais subtis e encobertas de terapia de conversão, apesar da sua comprovada associação a depressão, tentativa de suicídio e outros danos psicológicos.
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