Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Num longo texto publicado no Facebook, o advogado defendeu o direito à discordância, rejeitou a ideia de “policiamento do voto” e criticou o estilo político de André Ventura.
No texto, Adolfo Mesquita Nunes explica que o seu apoio a Seguro não significa que seja contra a união da direita, mas que rejeita uma “união forçada” com um candidato que, na sua opinião, recorre à polarização, ao ressentimento e à humilhação de minorias, práticas que não refletem os valores da direita democrática.
O antigo secretário de Estado refutou ainda acusações de que não votar em Ventura seria uma “traição” aos princípios de combate ao socialismo: “Fui deputado, fui secretário de Estado e toda a minha vida política foi marcada pelo combate ao socialismo, não por frases, mas por decisões. Tenho obra feita, criticável, mas feita”, escreveu.
Mencionando o debate sobre o exercício da liberdade de expressão e participação política, Mesquita Nunes denunciou tentativas de pressionar ou envergonhar quem declara o seu voto. “Policiar é tentar condicionar, envergonhar e calar. Um artigo é só isso: opinião”, afirmou, sublinhando que explicar um sentido de voto é exercer a democracia.
O antigo político abordou ainda outras críticas recorrentes, como a alegada homogeneidade ideológica da direita ou o apelo ao silêncio de quem apoia outros candidatos. Segundo Mesquita Nunes, o eleitorado de Ventura não é ideologicamente homogéneo, e reduzir posições políticas ao estatuto social é “um reflexo pouco liberal e bastante coletivista”.
Sobre comparações históricas com Sá Carneiro ou Adelino Amaro da Costa, Mesquita Nunes defendeu que invocar figuras do passado para “fechar debates” é frágil e que a tradição da direita democrática sempre incluiu pluralidade e diálogo responsável, mesmo com o espaço socialista.
O ex-político garante que não se sente isolado nas suas posições. “Desde quando é que caixas de comentários são sondagens? Ruído não é povo, intensidade não é maioria. Mas é evidente o objectivo de quem critica: passar a ideia de que somos poucos. Acontece que não somos poucos”.
__
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários