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O embaixador dos Estados Unidos junto da NATO, Matthew Whitaker, rejeitou de forma veemente a ideia de que a atual administração norte-americana esteja a tentar desmantelar a Aliança Atlântica ou a minar a ordem internacional liberal, diz o The Guardian.
As declarações surgiram em reação a um relatório da Conferência de Segurança de Munique (MSC), que alertava para o facto de a maior ameaça ao atual sistema internacional poder estar a emergir “a partir de dentro”, devido a uma mudança profunda no pensamento estratégico dos Estados Unidos em relação às suas alianças.
Falando à margem dos trabalhos preparatórios da conferência, Whitaker afirmou que “rejeita completamente” as conclusões do relatório, sublinhando que Washington continua empenhada na NATO e no fortalecimento da aliança. Segundo o diplomata, a posição dos Estados Unidos não passa por abandonar compromissos, mas por procurar um reequilíbrio do esforço de defesa entre os países membros, incentivando os aliados europeus a assumirem um papel mais ativo e robusto.
“O que estamos a tentar fazer é tornar a NATO mais forte”, afirmou Whitaker, acrescentando que o objetivo é fazê-la funcionar como foi inicialmente concebida: uma aliança composta por 32 países “fortes e capazes”.
Para o embaixador, a capacidade militar e o investimento em defesa são elementos essenciais para garantir a paz, e os parceiros europeus precisam de demonstrar que conseguem cumprir as promessas assumidas, incluindo as novas metas de despesa definidas no seio da organização.
Questionado sobre a crescente atenção dos Estados Unidos à Gronelândia, Whitaker procurou afastar leituras mais alarmistas, garantindo que o interesse norte-americano no território está centrado exclusivamente em questões de segurança. Segundo explicou, a preocupação passa por assegurar que a Gronelândia — quer permaneça parte da Dinamarca, quer venha a tornar-se independente no futuro — tenha capacidade para se defender de potenciais ameaças vindas da Rússia e da China.
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