Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
“Quero expressar a minha solidariedade e apoio a todas as mulheres que foram ofendidas, insultadas e violadas”, declarou, numa entrevista ao Corriere della Sera, citada pelo Jornal de Notícias. “É desanimador constatar que, em 2025, ainda existam aqueles que consideram normal e legítimo atropelar a dignidade de uma mulher e atacá-la com insultos sexistas e vulgares”.
A primeira-ministra, que também foi alvo direto das manipulações, juntamente com a líder da oposição Elly Schlein, juntou-se ao coro de vozes que exigem consequências legais firmes para os responsáveis.
As imagens adulteradas incluíam fotos retiradas de redes sociais, eventos públicos e momentos privados, digitalmente alteradas para fins pornográficos e acompanhadas de comentários violentos e misóginos.
O site, que operava desde 2005 e acumulava mais de 700 mil utilizadores, só foi encerrado após uma onda de denúncias públicas e uma petição com mais de 150 mil assinaturas. Girogia Meloni classificou o caso como um exemplo grave da impunidade digital e da cultura de ódio que prolifera online.
“Conteúdo considerado inofensivo pode, nas mãos erradas, tornar-se uma arma terrível. E todos devemos estar cientes disso”, afirmou. “A melhor defesa é denunciar imediatamente.”
Nos últimos meses, o país tem assistido ao encerramento de grupos e fóruns que partilhavam imagens íntimas de mulheres sem consentimento, como o grupo de Facebook “Mia Moglie”, onde homens divulgavam fotografias das suas esposas com comentários sexualmente explícitos.
Apesar de uma nova lei aprovada pelo Senado em julho de 2025 para agravar penas por crimes como “revenge porn” e feminicídio, muitas vítimas denunciam a falta de mecanismos eficazes de prevenção e proteção.
Combate à impunidade digital
A Polícia Postal italiana confirmou estar a investigar o caso e prometeu identificar os autores. A presidente do Senado, Ignazio La Russa, classificou os factos como um caso de “sexismo online grave” e garantiu que os responsáveis enfrentarão a justiça.
Giorgia Meloni, por sua vez, apelou diretamente às vítimas: “Denunciem. Não se calem. Não podemos aceitar que as mulheres sejam reduzidas a objetos e expostas à violência apenas por existirem na esfera pública.”
Comentários