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Um assassinato cometido em pleno funeral abalou a ilha francesa da Córsega, escreve a BBC. Alain Orsoni, antigo líder nacionalista, foi morto a tiro enquanto acompanhava o funeral da mãe, no pequeno cemitério da aldeia de Vero, a cerca de meia hora de Ajaccio, capital da ilha.

Os presentes tinham-se reunido para a cerimónia fúnebre quando, de forma repentina, um único disparo foi feito a partir de uma zona de mato próxima. O tiro atingiu mortalmente Alain Orsoni, de 71 anos, que morreu no local. Orsoni tinha regressado recentemente à Córsega vindo da Nicarágua, onde vivia exilado, precisamente para sepultar a mãe na sua terra natal.

Juízes de Paris especializados no combate ao crime organizado estão a conduzir a investigação sobre o atentado contra Orsoni em conjunto com a promotoria regional de Marselha.

Apesar de a Córsega registar há décadas episódios de violência associados a vendetas e rivalidades entre clãs, a forma como este crime foi cometido causou choque generalizado. Nos últimos três anos, 35 pessoas foram mortas a tiro numa ilha com cerca de 350 mil habitantes, uma das taxas de homicídio mais elevadas de França.

A família Orsoni é uma das mais conhecidas da ilha, associada tanto ao nacionalismo como a episódios de violência. Alain Orsoni esteve preso no passado por atentados bombistas e viu o movimento nacionalista fragmentar-se, enveredando por práticas como extorsão, tráfico de droga e branqueamento de capitais. O seu irmão foi morto em 1983 e o filho encontra-se preso por tráfico de droga e tentativa de homicídio.

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