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O elevado número de vítimas surge num contexto de forte redução da mão-de-obra, com a pesca a perder cerca de 34% da sua força de trabalho na última década, escreve esta quinta-feira o Jornal de Notícias. A falta de trabalhadores tem levado os armadores a recorrer cada vez mais a mão-de-obra estrangeira, sobretudo de países asiáticos, para garantir a continuidade da atividade.

Representantes do setor apontam várias causas para este declínio, entre as quais as duras condições de trabalho, a instabilidade dos rendimentos, o envelhecimento dos profissionais e a ausência de renovação geracional. Cada vez menos jovens optam por uma profissão considerada exigente e de elevado risco, o que ameaça a sustentabilidade económica e social das comunidades piscatórias.

A sucessão de acidentes mortais voltou a colocar no centro do debate a segurança no mar, com apelos ao reforço das condições de trabalho, à modernização da frota e à melhoria dos sistemas de proteção e formação dos pescadores.

O setor da pesca alerta ainda para a necessidade de políticas públicas que garantam condições dignas de trabalho e assegurem a sobrevivência de uma atividade essencial para muitas regiões costeiras, num ano que já fica marcado como um dos mais negros da história recente da pesca em Portugal.

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