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Em declarações à agência Lusa, a autarca explicou que a possibilidade de adiamento tinha sido analisada na quarta-feira, em conjunto com os presidentes de junta, tendo sido formalizada esta quinta-feira junto das entidades competentes. "Já tínhamos refletido ontem e hoje concretizámos com o envio às entidades competentes dessa decisão de não realizar as eleições este domingo", afirmou.

Segundo Clarisse Campos, não estão reunidas as condições mínimas para a realização do ato eleitoral. "Temos muitas localidades isoladas, algumas delas onde funcionam mesas de voto. Temos toda a zona baixa da cidade completamente inundada", sublinhou, considerando "impensável" a realização das eleições nas atuais circunstâncias.

A presidente da autarquia destacou ainda que Alcácer do Sal, um dos concelhos abrangidos pela situação de calamidade decretada pelo Governo até domingo, enfrenta um agravamento da situação face à semana anterior. "A decisão será a de não realizar o ato eleitoral, para já, para as presidenciais", reforçou.

A decisão foi comunicada à CNE após a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, às zonas inundadas da baixa de Alcácer do Sal. Durante a visita, o chefe de Estado admitiu que alguns municípios poderão optar por adiar as eleições devido às condições excecionais. "A palavra decisiva é do presidente de câmara, ou da presidente de câmara", afirmou, salientando que a lei prevê o adiamento do sufrágio em caso de calamidade, permitindo a sua realização "sete ou oito dias depois".

Questionada sobre se as declarações do Presidente da República influenciaram a decisão, Clarisse Campos assegurou que a mesma já estava "praticamente decidida". "Qualquer pessoa que se desloque à cidade e observe como estamos percebe que é completamente impensável realizar o ato eleitoral no domingo", disse.

No próximo domingo, refira-se, está marcado, em todo o território nacional, o segundo sufrágio da eleição do Presidente da República. A CNE indicou que, na sequência das recentes intempéries, foi necessário ajustar alguns locais de voto em determinados concelhos ou freguesias para garantir o normal funcionamento das mesas.

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