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Em 2022, Elon Musk comprou o Twitter por 44 mil milhões de dólares e mudou-lhe o nome para X. Em 2023, fundou a empresa de inteligência artificial xAI, que desde então levantou 36 mil milhões de dólares em capital. Em 2025, a mesma xAI comprou o agora X por 33 mil milhões e integrou-o na sua empresa.

Na semana passada, a SpaceX anunciou que ia adquirir a xAI num negócio que avaliava a primeira em 1 bilião (trillion) de dólares e a segunda em 250 mil milhões de dólares. Porque é que o homem mais rico do mundo quer juntar as suas duas empresas?

A forma mais fácil de explicar é que Musk soube imediatamente que o Twitter tinha sido um péssimo negócio, dado que seria incapaz de competir com a Google e a Meta, e que a única forma de reverter a situação era navegar a onda da IA. Por isso, é que fundou uma empresa na área, integrou o Twitter na mesma e lançou uma série de funcionalidades adjacentes à rede social, como o modelo de IA, Grok.

Os investidores reconheceram algum tipo de valor na empresa (ou na figura por detrás da mesma) e a verdade é que uma má compra de 44 mil milhões de dólares, deu origem a uma empresa avaliada em 250 mil milhões. No entanto, a guerra por dominância na inteligência artificial está mais acesa do que nunca e Elon tem decisões importantes a fazer: A Google parece ter encontrado a estratégia certa com o Gemini; a OpenAI e a Anthropic estão a preparar uma IPO (e trocaram “ataques” em anúncios da Super Bowl); a própria SpaceX está a pensar ir para a Bolsa, no que seria uma das maiores operações de sempre, e a xAI está a queimar mil milhões de dólares por mês com os seus serviços.

Musk precisa novamente de uma nova visão e essa passa por uma infraestrutura de IA no Espaço. Um artigo no site da SpaceX dá a explicação completa:

“Os avanços atuais da IA dependem de grandes data centers terrestres, que exigem quantidades imensas de energia e arrefecimento. A procura global de eletricidade para a IA simplesmente não pode ser atendida com soluções terrestres, mesmo a curto prazo, sem impor sacrifícios às comunidades e ao meio ambiente.

A longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escala. Para aproveitar sequer um milionésimo da energia do nosso Sol, seria necessário mais de um milhão de vezes a energia que a nossa civilização utiliza atualmente!

A única solução lógica, portanto, é transportar esses esforços intensivos em recursos para um local com vasta energia e espaço.”

Portanto, a visão passa por data centers no Espaço, que combinam o conhecimento de IA da xAI com tecnologias da SpaceX como os seus foguetões e a sua rede de satélites Starlink. E neste departamento, a “nova empresa” de Musk pode ser única no mercado. Mas precisa que umas série de evento terrestres aconteçam e que uma certa bolha não acabe mesmo por rebentar.

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