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A comitiva reuniu-se num posto de comando instalado num carro da Proteção Civil com a presidente da Câmara Municipal, Clarisse Campos. A zona ribeirinha, que nos últimos dias esteve submersa com níveis de água a atingir cerca de 1,5 metros, encontra-se agora seca, embora a Avenida dos Aviadores permaneça inundada.

Entre as principais preocupações está a descarga prevista da Barragem do Monte da Rocha para o rio Sado, que atravessa a cidade, aumentando o risco de novas cheias.

Durante a visita, o Primeiro-Ministro contactou com comerciantes afetados. Num restaurante atingido pela inundação e numa loja onde a proprietária relatou ter perdido todos os bens, Luís Montenegro explicou os mecanismos de apoio disponíveis e anunciou o reforço da linha de crédito à tesouraria, cujo montante global foi aumentado de 500 para mil milhões de euros. Segundo o Governo, já foram apresentadas cerca de 3.500 candidaturas, num valor que ronda os 700 milhões de euros.

O chefe do Executivo sublinhou que as seguradoras “têm de assumir a sua responsabilidade”, referindo que foi garantido que 80% das peritagens seriam realizadas no prazo de 15 dias. Acrescentou ainda que os bancos começaram já a disponibilizar financiamento às empresas e que estão em curso pagamentos destinados à reconstrução de habitações.

Montenegro reconheceu que, para quem enfrenta prejuízos, a resposta pode parecer lenta, mas assegurou que o Governo está a actuar “com a maior rapidez possível”, lembrando que, em situações semelhantes no passado, os processos demoraram mais tempo.

Montenegro alertou também para a previsão de mais precipitação intensa nas próximas horas, com especial pressão nas bacias do Sado e do Tejo, mas também impactos esperados nos rios Mondego, Douro, Minho e Cávado. Referiu ainda o risco de derrocadas em ribeiros de menor dimensão.

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Apesar de admitir que ainda não é o momento para apresentar um plano detalhado, revelou que o Conselho de Ministros realizou uma “reflexão aprofundada” e deu orientações para a criação de um grande programa nacional de recuperação e resiliência, destinado a abranger todo o território.

“Teremos um PRR — programa de recuperação e resiliência exclusivamente português para podermos sair mais fortes e resilientes, recuperados, para revigorarmos o nosso desempenho económico e com atuação sobre as infraestruturas mais básicas, rodoviárias, ferroviárias, de abastecimento elétrico, de água. Temos pela frente um desafio enorme nos próximos anos de podermos recuperar e de nos tornarmos mais resistentes a uma eventual recuperação”, disse.

Sobre o troço da A1, Montenegro disse ser "prioridade máxima", mas que devido ao nível do caudal do Rio Mondego ainda é difícil operar para a sua resolução. Para prevenção foram enviados camiões com pedras para suster a troço de estrada.

Luís Montenegro garantiu ainda que nenhuma região afetada será esquecida, assegurando uma resposta de âmbito nacional a um problema que atingiu várias zonas do país.

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